«Questionado sobre a invasão do Iraque, Durão Barroso garante que lhe deram informações que “não corresponderam à verdade”.
“Vi os documentos, tive-os à minha frente, dizendo que havia armas de destruição maciça no Iraque. Isso não correspondeu à verdade”, garante, dizendo que “hoje em dia é fácil pôr as culpas no presidente Bush” mas que falou na ocasião também com Bill Clinton, que disse também estar “absolutamente convencido”.»
Tive oportunidade de ouvir a entrevista. O mestre de cerimónias da Cimeira dos Açores falava como se também ele tivesse decidido alguma coisa naquela reunião onde suou as estopinhas para aparecer na meia dúzia de fotografias que depois distribuiu entre a imprensa doméstica. Falava como a virgem enganada a quem tinham levado a honra com mentiras e quem o entrevistava não lhe perguntou porque nunca confrontou quem o enganou com essas mentiras. Realmente, seria uma pergunta duplamente tonta. Durão soube daquilo pela mera casualidade de ter sido o escolhido para anfitrião e tê-lo sabido ou não em nada alteraria o que depois aconteceu. E ainda mais tonta porque seria a última coisa que passaria pela cabeça daquele que mais lucrou com o sacrifício que fez em receber os outros três no seu estabelecimento. Serviço feito, serviço pago. A honra manchada não poderia ter tido melhor compensação. Ou então, ainda teriamos para aí um "Eu, José Manuel" a rivalizar com a obra da outra enganada Carolina.
