quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Ministro Séc. XXI
Etiquetas: Balelas, Socialismo-reformista
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A nova Europa
«Defendemos a ratificação parlamentar para que a Europa possa rapidamente estar em estabilidade institucional», justificou o líder do PSD, Luís Filipe Menezes, numa conferência de imprensa realizada quando o conselho nacional do partido ainda decorria num hotel de Lisboa. Além disso, acrescentou, ao optar pela ratificação do Tratado Reformador da União Europeia Portugal estará a «dar um exemplo de maturidade e crença no projecto europeu».
Questionado sobre o facto do PSD, quando era liderado por Marques Mendes, ter prometido a realização do referendo e do conselho nacional do partido ter aprovado essa mesma proposta há quatro meses, Luís Filipe Menezes disse ter «legitimidade» para defender agora a ratificação parlamentar, recordando que na campanha para as eleições directas já tinha avançado com essa proposta.
Por outro lado, a «Europa de há dois anos e meio não é a mesma Europa de hoje», acrescentou. »
Realmente, não posso estar mais de acordo. A Europa mudou. Temos agora duas Europas e uma nova tipologia de classificação da política e da legitimação democrática, duas dicotomias que têm en comum a sua génese, o sinal claro de reprovação por parte dos cidadãos europeus quanto à construção europeia em curso, nos referendos de 2005, na França e na Holanda. Como reacção ao abanão, no lugar da natural aproximação entre a vontade de quem é eleito e de quem elege, surge no discurso político europeu a dicotomia “alta” política/”baixa” política como expressão do fosso que se abriu entretanto. A “alta” política , paternalista, sabe e diz o que é melhor para todos. Ameaça com o caos que seria gerado pela instabilidade de nova reacção desfavorável da Europa dos cidadãos aos projectos de uma Europa de um directório que não elege e se propõe imunidade eterna. Desvaloriza a vontade dos miúdos rebeldes –ser pelo referendo é prova de imaturidade - da “baixa política”, incapazes sequer de lerem duas páginas dos seus projectos grandiosos, quanto mais de os entenderem. E reflecte-os na reconstrução do edifício da representatividade democrática entre eleitores e eleitos.
Marques Mendes, tal como José Sócrates, prometeu o referendo. Os deputados, tanto do PSD, como do PS, foram eleitos nesse pressuposto e serão avaliados, no final do seu mandato, pelo cumprimento ou não das suas promessas. Em Portugal continuamos, por enquanto, a funcionar num registo de “baixa política”. Assim continuemos por muito tempo e assim seja também na Europa que construamos, a Europa que os eleitos recusam e que a legitimidade democrática exige. Dêem-lhe as voltas que derem, chamem-lhe o que quiserem, o poder em democracia será sempre a expressão da vontade popular, ou então não é de democracia que estaremos a falar, nem tão pouco faz sentido a existência de eleições quando os eleitos se auto-representem.
Etiquetas: Crise das democracias europeias, Representatividade democrática, Tratado Constitucional Europeu
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PEtição pela reposição dos benefícios fiscais
Etiquetas: Igualdade de Oportunidades, Inclusão social, Justiça Social
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Iraque II
Etiquetas: Irão, Iraque II, Olmert, Sarkozy
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