Nova sondagem de opinião. Desta vez com uma amostra diferente na quantidade (mais de 800 e não apenas 300 inquiridos), como na qualidade da sua composição (na amostra do "estudo" de ontem avultavam os nomeados políticos, cuja opinião sobre tudo o que se relacione com a actuação do Governo é, como se sabe, sempre uma incógnita). Outra diferença, a sondagem de hoje não foi encomendada pelo Governo nem tem por fim ser apresentada como suporte a nenhuma medida pretensamente consensual. Outra ainda, a de hoje – que luxo! – vem com margem de erro (de 3,46%). Mais diferenças nas conclusões, de sinal oposto ao das maravilhas apregoadas pela máquina mediática ao serviço de José Sócrates e, claro está, no silêncio da rádio pública, que esta manhã não quis aborrecer os portugueses e noticiar a sondagem de hoje. Nem uma palavra, talvez porque ontem já tivéssemos ficado conversados quanto a estudos para a semana inteira. Em comum a ambos, a incógnita quanto à sua tradução em intenções de voto. Ficamos a saber que a maioria não gosta, já sabiamos que a maioria não vota.
«Portugueses com má impressão das reformas do Governo
Os resultados das reformas que o Governo tem encetado em diversas áreas, tais como a administração pública, educação, saúde, justiça, etc., são considerados, pela maioria dos inquiridos no Barómetro da Marktest para o DN e TSF deste mês, «maus».
Segundo a edição desta terça-feira do Diário de Notícias, é neste sentido que se pronunciam 42% dos sondados, contra 33% que os consideram «bons». (…)»

