«O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse ontem em Newark, nos Estados Unidos, que a relação cambial euro/dólar reflecte o estado das duas economias, mas que tanto os EUA como a UE querem um dólar forte nos mercados mundiais.
"A posição dos ministros das Finanças da Zona Euro é a de que a situação cambial euro/dólar reflecte de uma forma geral a situação das economias europeia e norte-americana", disse.
"Por isso não é surpreendente que havendo perspectivas de um abrandamento mais acentuado da economia norte-americana em relação à economia europeia - e tendo havido uma redução das taxas de juro nos mercados norte-americanos - isso se tenha traduzido numa depreciação da moeda americana em relação à moeda euro" - afirmou à Lusa o ministro Teixeira dos Santos, à margem de um encontro com a Câmara do Comércio Luso-Americana. »
Não é brincadeira, é uma posição perfeitamente compreensível. Teixeira dos Santos é ministro naquele país em que as pessoas nem se queixam quando se lhes impõem sacrifícios. O país em que a desvantagem competitiva das suas exportações pode perfeitamente ser compensada com reduções salariais e desregulação das relações laborais. O país cujos eleitores não se importam que os seus ministros defendam os interesses dos países do centro da Europa, contrários aos seus, tão pouco que ignorem as assimetrias regionais na Europa. Desde que brilhe o nome de Portugal e nos seja reconhecido o título de “bom aluno”, eles podem tudo. Até reflectir o seu autismo na relação euro-dólar.
"A posição dos ministros das Finanças da Zona Euro é a de que a situação cambial euro/dólar reflecte de uma forma geral a situação das economias europeia e norte-americana", disse.
"Por isso não é surpreendente que havendo perspectivas de um abrandamento mais acentuado da economia norte-americana em relação à economia europeia - e tendo havido uma redução das taxas de juro nos mercados norte-americanos - isso se tenha traduzido numa depreciação da moeda americana em relação à moeda euro" - afirmou à Lusa o ministro Teixeira dos Santos, à margem de um encontro com a Câmara do Comércio Luso-Americana. »
Não é brincadeira, é uma posição perfeitamente compreensível. Teixeira dos Santos é ministro naquele país em que as pessoas nem se queixam quando se lhes impõem sacrifícios. O país em que a desvantagem competitiva das suas exportações pode perfeitamente ser compensada com reduções salariais e desregulação das relações laborais. O país cujos eleitores não se importam que os seus ministros defendam os interesses dos países do centro da Europa, contrários aos seus, tão pouco que ignorem as assimetrias regionais na Europa. Desde que brilhe o nome de Portugal e nos seja reconhecido o título de “bom aluno”, eles podem tudo. Até reflectir o seu autismo na relação euro-dólar.
