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Desde o caso que o levou a sair do Público que não voltei a ler nada escrito pela mão de Augusto Seabra. Descobri-o, em excelente forma, neste “O caso MNAA ou o servilismo exemplar", no site www.artecapital.net, um artigo certeiro sobre a política cultural da era socialista-reformista.
Só para vos aguçar o apetite, destaco esta passagem: «Mas não se menospreze em Isabel Pires de Lima a figura da parola incompetente que tão indubitavelmente é. Ela não deixa de ser o poder, e para mais saíu-nos na rifa com este poder do PS a estranha ironia dos responsáveis da Cultura serem ex-comunistas com estruturas mentais em que todavia ainda não ruíu o muro de Berlim».
«El presidente de Estados Unidos, George W. Bush, solicitó este miércoles el apoyo de la comunidad internacional para propiciar un movimiento democrático en Cuba, en especial mediante la creación de un fondo internacional multimillonario con este fin. Bush, que ha calificado a Cuba de gulag tropical, en referencia a los campos de prisioneros soviéticos, ha argumentado que el embargo sobre la isla sigue siendo necesario, por lo que su país lo mantendrá hasta que cambie la dictadura".»
São tantas as calinadas com que Bush nos vai habituando que, por momentos, quando li gulag tropical pensei em Guantanamo. Fica na mesma ilha, também é prisão e é uma palavra começada por g, um gajo pode confundir-se. Mas afinal não, não foi mais um dos seus habituais exercícios de estupidez. Bush apenas conta com a ignorância de quem lhe dê atenção.
Ou aprovar o Tratado Constitucional Europeu sem referendo ou sair da Europa, porque quem queira ver o Tratado referendado será forçosamente contra a Europa. Uma Europa de cidadãos pensantes está fora do conceito de um Vital Moreira enredado em argumentações que só o descredibilizam. Ainda mais.
Em 2004, era o mesmo Vital que escrevia: «Eu defendo, desde o início, um referendo sobre a Constituição europeia. Mas continuo a pensar que, tal como os demais referendos, ele deve incidir sobre as principais opções de fundo do tratado, concretamente identificadas, o que permite aos cidadãos saber exactamente o que estão a decidir, e não genericamente sobre o texto globalmente considerado, dada a sua extensão e complexidade, que o tornam inacessível à generalidade dos mortais, permitindo responder sim ou não pelas razões mais díspares, e logo politicamente inconclusivas (o que é o contrário da decisão democrática). Por natureza, há sempre um risco de instrumentalização demagógica dos referendos. Os referendos com objecto demasiado amplo ou indefinido só potenciam esse risco.»