terça-feira, 9 de outubro de 2007

Breves: reposição dos benefícios fiscais

Qual foi o único partido político português que, através do seu jornal oficial, apoiou inequivocamente a causa da reposição dos benefícios fiscais dos cidadãos portadores de deficiência? Texto e video, aqui e aqui.

E quem continua a sustentar a retirada de benefícios fiscais aos portadores de deficiência, segundo ele “justamente abolidos”, e com argumentos estapafúrdios que lhe bastam para os auto-intitular de perfeitamente demonstrados quanto à sua justiça? Ver
aqui.

Entretanto, na mesma reunião em que o Governo reafirmou a retirada iniciada no OE 2007, o MTPD apresentou várias propostas. A primeira foi a da realização de um estudo sobre o impacto real dos custos inerentes a uma incapacidade sobre o nível de vida e sobre a desigualdade de oportunidades dos seus portadores e, até à conclusão deste, a coexistência dos dois sistemas de cálculo do imposto, o actualmente em vigor e o que vigorava anteriormente. Foi ainda proposta uma fiscalização rigorosa dos titulares de incapacidades, para acabar de vez com o clima de suspeição que recai sobre toda a comunidade de pessoas com deficiência e para que apenas beneficie das isenções fiscais quem realmente delas necessite. (ler mais
aqui)
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O movimento e a adesão continuam a crescer. Divulgue esta causa, participe também!

Sem reprovação

«(…) Segundo denuncia o SPRC em comunicado, dois polícias «à civil» levaram consigo dois documentos de informação.

Dulce Pinheiro, dirigente sindical, disse à agência Lusa que «os agentes arrogaram-se o direito de dar conselhos», nomeadamente o de «que tivéssemos cuidado com a linguagem, que não fosse atentatória da integridade pessoal».

«Tive conhecimento disso pelos jornais«, reforçou hoje o primeiro-ministro.

«Se houver alguém que tenha procedido incorrectamente, o MAI não deixará de fazer o que se deve fazer. Esperemos pela averiguação. Não tomemos como verdade o que é uma versão de uma parte», acrescentou.»

“Uma versão de uma parte”, precisamente aquela que Sócrates subestimou no último fim-de-semana e que continua a não lhe merecer qualquer crédito. EM vez de um “caso se confirme, é um episódio absolutamente reprovável e que não pode repetir-se”, temos então um “Se houver alguém que tenha procedido incorrectamente, o MAI não deixará de fazer o que se deve fazer”, na hipótese remota de o caso se confirmar e sem clarificar o que se deve fazer.

O cuidado com a linguagem

José Sócrates: o fim da pena de morte é "uma conquista civilizacional". Sem dúvidas. Outra conquista civilizacional, também plasmada na Constituição da República Portuguesa, é a possibilidade dada aos trabalhadores de se fazerem representar através dos sindicatos. Outra ainda, a subordinação das polícias à Lei e a sua função de defender a legalidade democrática e os direitos dos cidadãos.

Depois das recentes declarações de Sócrates, em que se refere de forma despeitosa aos sindicatos, e depois de dois anos em que foram mais que muitas as manifestações de autoritarismo e obsessão pelo controlo de todas as movimentações de desagrado às suas políticas, para além do PR, é a Sócrates que se exige uma palavra de condenação clara e veemente ao sucedido na Covilhã. Inaceitável, absolutamente reprovável, se é que ainda estamos num Estado de Direito Democrático, em que as polícias servem os interesses dos cidadãos e não os desmandos despóticos de um poder político que quer ficar sempre bem na fotografia.

«
O Sindicato está a preparar um cordão humano para receber o primeiro-ministro, José Sócrates, que hoje vai estar na cidade no âmbito de uma iniciativa europeia. Por causa deste protesto, a delegação da Covilhã terá recebido ontem a visita de agentes da PSP que pediram informações sobre o que estava a ser planeado.

De acordo com o Sindicato, os agentes levaram panfletos e aconselharam os professores a terem cuidado com a linguagem.»

Para a próxima, e para evitar situações destas, será a Sócrates a quem deverá recomendar-se cuidado com a linguagem.

¡Hasta Siempre, Comandante!

Che entrou na Bolívia em novembro de 1966. Teve a seu lado um grupo de cerca de 50 guerrilheiros, formado por bolivianos, cubanos e peruanos, a quem dava treino militar de guerrilha. Depois da revolução em Cuba e do fracasso no Congo, era a vez de fazer a revolução na Bolívia. Outra vez sem sucesso.
Após uma feroz perseguição por parte do exército boliviano, que contou com a ajuda da CIA, acabou capturado em 8 de outubro de 1967, num vale andino remoto, conhecido como Quebrada do Churo. Foi levado para uma escola em La Higuera e executado no dia seguinte, faz hoje 40 anos, por ordem do então presidente boliviano, general René Barrientos, e pela mão de Mario Terán que, curiosamente, anos depois recuperou a visão graças a cirurgiões cubanos, que o operaram às cataratas.
Não se pode dizer que morreu o Che e ficou o mito, o Che já era um mito em vida. Porém, é indesmentivel, 40 anos depois da sua morte, o argentino continua a despertar as mais profundas paixões e os ódios mais viscerais. Para uns e para os outros, Che Guevara ficou para sempre o símbolo maior de todos os povos oprimidos. “¡Hasta siempre, Comandante!”



A interpretação de Nathalie Cardone para uma das canções com mais versões da história da música. Salvo o erro, creio ter lido que mais de 500.