quinta-feira, 4 de outubro de 2007

"À esquerda" e "à direita"

"O repto que lançámos à blogosfera na passada Segunda Feira tem tido um sucesso enorme. Já são quase 50 os blogs que aderiram e ou colocaram a imagem animada que aqui disponibilizámos, ou dedicaram um post ao tema da reivindicação do MTPD. O balanço será feito noutra altura, este post serve apenas para constatar que a causa da inclusão dos trabalhadores portadores de deficiência pela via da isenção tributária não é um exclusivo “da esquerda”. Um blog “de direita”, o 31 da Armada, dedicou-lhe um post com um excelente enquadramento do que está em causa e onde pode ler-se “Desafiam-nos a abraçar esta causa. Era escusado. A causa é tão vossa como nossa.»
Pois sim. A causa é de todos, o que está em causa é, como também se pode ler no seu post, a forma como uma sociedade trata os seus cidadãos portadores de uma qualquer incapacidade, situação de que ninguém está livre e que deve preocupar a todos os que nela vivem e a constroem. O repto não era escusado, há que falar nisto e, graças ao repto, o 31 falou. Outros não o fizeram, talvez pela presunção do óbvio, talvez por indiferença, talvez por aquele constrangimento habitual que o tema deficiência costuma despertar, talvez até porque «o rácio custo/benefício (traduzido em verbas do orçamento de estado Vs votos) é francamente elevado quando comparado a outras “causas”». Por alguma destas razões ou por qualquer outra, o que é certo é que, tanto "à esquerda" como "à direita", o tema tem ficado à margem da actualidade e da agenda política. Há que empurrá-lo para lá, venham mais empurrões de outros lados. Sem o também habitual apelo bajoujo à lamechice e à caridade, como também já vi para aí, que não é disso que se trata.

É hoje!

Reposição dos Benefícios Fiscais – Movimento dos Trabalhadores Portadores de Deficiência
Não se esqueçam que é hoje!

Outra vez a derrota

Novo jogo, o segundo, e nova derrota. Desta vez contra os ucranianos do Shakhtar Donetsk, em casa. Um embate em que o Benfica apresentou um futebol desgarrado, muito à base de jogadas individuais. O jogo colectivo, quando aparecia, evidenciava as fragilidades defensivas dos ucranianos e fazia tremer o adversário. O Benfica até teve uma boa mão cheia de oportunidades de marcar, mas sempre desperdiçadas. O Shakhtar Donetsk não desperdiçou a que teve aos 42 minutos e venceu o jogo, um prémio para o seu maior colectivismo. Venceu a única equipa em campo.
Para além do mau resultado e da má exibição, ficou ainda a necessidade de mais tempo para a obtenção de resultados nas palavras de Camacho e de alguns jogadores. Fosse outro treinador que todos conhecemos, de outra modalidade, e ficaria também a promessa de ganhar tudo e mais alguma coisa. Em 2009, claro. Não acredito que tenhamos que esperar tanto. O povo do futebol, muito mais atento que o povo da política, faz uma marcação muito mais em cima e é muito menos permeável a joggings. Valha-nos isso.


Ficha do jogo:

BENFICA – Quim; Nélson (Nuno Gomes, 44 m), Luisão, Edcarlos e Léo; Maxi Pereira e Katsouranis; Di Maria (Binya, 60 m), Rui Costa e Cristian Rodriguez; Cardozo.

Suplentes não utilizados: Butt, Luís Filipe, Zoro, Nuno Assis, Adu.

SHAKTHAR DONETSK – Pyatov; Srna, Chygrynskiy, Kuscher e Rat; Ilsinho (Duljaj, 79 m), Lewandowski (Hubschman, 85 m), Jadson (Castillo, 76 m) e Fernandinho; Lucarelli e Brandão.

Suplentes não utilizados: Shust, Yezerskvi, Vukic e Gladkiy.

Disciplina: cartão amarelo para Katsouranis (56 m), Cardozo (68 m), Rodriguez (77 m), Srna (77 m), Fernandinho (81 m) e Castillo (82 m).

Marcador: 0-1 por Jadson (42 m).
Melhor em campo do Benfica: Binya!
Na outra partida, o Celtiic ganhou 2-1 ao AC Milan, na Escócia.