sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O ano mágico

Foi inaugurada hoje, com pompa e circunstância, a primeira loja do cidadão de 2ª geração. Os balcões “perdi a carteira” vão permitir aos portugueses renovar os principais documentos de identificação, todos no mesmo balcão. A próxima etapa, a 3ª geração, será composta por balcões “não tenho dinheiro nenhum na carteira”, ainda mais úteis e com um público-alvo em expansão acelerada, que serão integrados nos novos programas "Simplex-pobreza” / “tolerância zero para a tesura". Mas, à semelhança do que acontece com a descida de impostos e tantas outras coisas boas, teremos que aguardar por 2009, quando estiverem finalmente reunidas todas as condições para começarmos a ver resultados relevantes das políticas do governo de José Sócrates.
Sente-se que cresce no país a expectativa em torno de 2009, aquele que promete ser o ano mágico. Por agora, em 2007, a grande revolução social reside em já podermos perder a carteira em paz. Experimente, perca já a sua e dirija-se à loja do cidadão mais próxima.

Os vulcões e a emigração portuguesa

Há 50 anos, o vulcão tinha nome.

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Deixando milhares de faialenses sem casa, ficando estas destruídas ou soterradas pela erupção, o vulcão foi razão determinante para motivar em definitivo o maior êxodo emigratório jamais acontecido naquela ilha e, por arrasto, na generalidade do arquipélago. Estima-se que 17 dos 30 mil habitantes da ilha do Faial à altura da catástrofe, tenham abandonado a ilha, com destino quase incontornável para os Estados Unidos da América.»

50 anos depois, como se chama o vulcão?

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Os dados oficiais apontam para que em 2001 tenham saído de Portugal 20 mil portugueses, enquanto em 2003 emigraram 27 mil, números que, segundo o mesmo responsável, são apenas indicativos e não reflectem a realidade. Jorge Malheiros estima que anualmente saem de Portugal entre 50 a 60 mil portugueses, sendo uma das explicações para a ausência de dados reais o facto de a maioria emigrar temporariamente. Segundo o investigador, os portugueses que emigram são maioritariamente homens residentes na zona Norte e Centro com baixa qualificação.»

E se tivessem que pagar por cada um?

Quantas Somague seriam necessárias para financiar a campanha?