Em Portugal, 1 em cada 5 portugueses é pobre. Entre estes, 17 em cada 100 trabalham e não retiram do trabalho o suficiente que lhes possibilite ter uma vida digna. Este último dado contraria uma ideia, razoavelmente disseminada, que, ao individualizar a origem da pobreza na falta de iniciativa e vontade de trabalhar de cada um, afasta do conceito de pobreza a ideia de fracasso colectivo e suscita na sociedade portuguesa uma apatia e indiferença polvilhadas, é certo, de iniciativas pontuais de combate à pobreza. A maioria destas é, porém, de natureza caritativa, de alcance reduzido mas com propriedades balsâmicas sobre conciências piedosas que subalternizam o exercício da sua cidadania a folhetins do tipo McCann e à solidariedade com o desemprego milionário do ex-treinador do Chelsea.
Não parece ser o caso da campanha de sensibilização contra a pobreza e a exclusão social «Não deixe que a pobreza se transforme em paisagem», promovida pelo Fórum Não Governamental para a Inclusão Social, que foi lançada hoje em Lisboa no âmbito do Projecto «Isto inclui-me: da Participação à inclusão». Os principais objectivos do Projecto e da Campanha são contribuir para a sensibilização pública no âmbito da luta contra a pobreza e a exclusão social e realçar o papel dos cidadãos perante estes fenómenos, usando meios como a televisão, rádio, imprensa, cartazes, folhetos, postais e Internet.
Não parece ser o caso da campanha de sensibilização contra a pobreza e a exclusão social «Não deixe que a pobreza se transforme em paisagem», promovida pelo Fórum Não Governamental para a Inclusão Social, que foi lançada hoje em Lisboa no âmbito do Projecto «Isto inclui-me: da Participação à inclusão». Os principais objectivos do Projecto e da Campanha são contribuir para a sensibilização pública no âmbito da luta contra a pobreza e a exclusão social e realçar o papel dos cidadãos perante estes fenómenos, usando meios como a televisão, rádio, imprensa, cartazes, folhetos, postais e Internet.

