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«O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, afirmou hoje que a decisão do governo de não receber oficialmente o Dalai Lama foi assumida no contexto das boas relações com a China e não decorre de nenhuma pressão.» in Público
O autoritarismo que tem marcado o novo socialismo-reformista, com episódios conhecidos como o “peçam para sair da União Europeia” do Ministro da Agricultura, diante de pescadores que protestavam contra a política de pescas da UE, o caso dos comentários jocosos do Prof. Charrua ou dos comentários que encontraram igual classificação na cartilha ideológica do regime que não foram retirados do centro de Saúde de vieira do Minho e que provocaram a substituição da sua Directora por um homem capaz de zelar pela não repetição de tais acessos de humor por aquelas paragens, só para citar três exemplos, não encontra paralelo quando a relação de forças é a inversa e prevalece a subserviência. Acontece com a relação entre boys nomeados e as suas hierarquias, em que o boy bajula o amo; acontece na relação de Portugal com a União Europeia, em que preside a “síndrome do bom aluno”, dócil e não reivindicativo; e, agora, com as relações diplomáticas entre Portugal e a China: a China não fez qualquer pressão para que o Dalai Lama não fosse recebido e a diplomacia portuguesa ajoelhou-se, deitando-se a adivinhar os desejos de Pequim.
Seria muito remota a possibilidade de se toldarem as relações entre os dois países no caso de José Sócrates ou Cavaco Silva receberem o prémio Nobel da paz. O problema, o medo, o risco foi mesmo o de sermos chamados de “meninos maus” pelos chineses. Aquele risco que exigíamos e criticávamos a todos quantos se recusassem a receber os representantes da resistência timorense, durante a ocupação indonésia. Mas isso já foi há muito, muito tempo, muito antes de recebermos lições dos americanos sobre direitos humanos.