terça-feira, 11 de setembro de 2007

Um post sem graçolas com a expressão"inglês técnico"

«O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje, em Resende, que as aulas de inglês vão ser estendidas, já este ano lectivo, a cerca de metade dos alunos inscritos nos dois primeiros anos do ensino básico. (…) O primeiro-ministro acrescentou que "no próximo ano (2008/2009), nos quatro anos da antiga escola primária", actual 1/o ciclo do ensino básico, haverá inglês para todas as crianças em Portugal".»

Uma medida bastante positiva, que exigirá, com toda a certeza, a contratação de novos docentes. Uma boa notícia para aqueles que ficaram sem colocação este ano. Ou será que o recrutamento será feito a
recibos verdes e pago entre 5 e 8 euros/hora, como nas disciplinas de educação musical, expressão dramática ou Educação Física? O Estado teria de tratar o conhecimento e o trabalho qualificado de forma digna, para que os mais novinhos tenham uma referência e a ambição de estudar mais.

Saúde de mercado

O encerramento da unidade de oncologia do hospital de Cascais foi notícia na semana passada. A razão oficial que podia ler-se no DN desse dia, «António Branco afirmou que todo este processo de avaliação terá em conta "o nível de diferenciação em oncologia que cada hospital deve ter" e que, no caso de Cascais, "a unidade extravasa a sua dimensão. Não pode haver ali uma unidade do género". Pois não. Mas não por um problema de dimensão, apenas pela diferenciação público/privado: a verdadeira razão para o encerramento é a de que a unidade vai ser privatizada. A especialidade de oncologia é cara e a nova saúde de mercado não quer nem ouvir falar nela. Para ler no “0 de Conduta”.

O regime angolano no youtube

Um prémio para quem encontrar um video sobre o regime angolano no youtube. Desde já avisamos que pesquisas com “José Eduardo dos Santos”, “ditadura angola” e “corrupção Angola”, só para dar três exemplos, não apresentam qualquer resultado relevante. Estávamos quase a desistir, mas com “pobreza Angola” descobrimos este “A Economia cresce e a pobreza dos Angolanos também”, ainda assim um depoimento sem qualquer alusão à corrupção generalizada e à ditadura que vigora no país. Não se sabe, não se vê, logo, não existe.