domingo, 9 de setembro de 2007

África

África Minha, Africanidades, Angola Xyami, Chuinga 5, Interrogações sobre Angola, Pululu, Rádio Moçambique e Serra da Chela são blogs de inspiração africana ou originários de países de língua oficial portuguesa, que descobrimos e incluímos numa nova secção na barra da direita. São bem-vindas sugestões para a inclusão de mais blogs, pelo método habitual. Mais tarde, ainda durante o dia de hoje, novas entradas e novas saídas na secção “Outros blogs”.

É mesmo só saber ler


Neste post, da passada Quarta-feira, constatámos duas versões sobre uma mesma realidade, o abandono escolar em Portugal. Como é impossível afirmar-se que uma mesma coisa sobe e desce ao mesmo tempo, como aconteceu com os quatro órgãos de informação, sem que uma das duas versões seja falsa, fomos à fonte estatística que serviu de base às quatro peças jornalísticas e, verificando que no documento apontado o abandono escolar subia, retirámos as inevitáveis conclusões sobre quem dizia a verdade, abstendo-nos, porém, de comentar as motivações que possam levar um órgão de comunicação social a difundir uma informação falsa.


Em reacção a esse post, Hugo Mendes, no seu blog “Véu da ignorância”, não ficou lá muito satisfeito com o post que leu aqui no país do Burro e escreveu um post intitulado “

Não é moeda ao ar, é saber ler os indicadores”. Um post em que se embrenha na árdua tarefa de levantar o véu que pairará sobre a nossa ignorância – esforço que agradecemos - e nos aponta o caminho da verdade, o portal do Governo, e um, segundo ele, desmentido do DN, em que a ministra invoca dados do INE que ainda não estão sequer publicados.
Caro Hugo, permita-me a correcção: o problema que pode aqui constatar-se não é nem de moeda ao ar, nem de saber ler os indicadores. Todos os que lemos os indicadores referidos vimos que são bem claros e objectivos. Trata-se, sim, de uma tarefa muito mais simples, a de saber ler uma notícia breve do DN, o que também fizemos. Sem quaisquer impedimentos decorrentes de nomeação política ou partidarite que nos toldasse os sentidos, o juízo, ou até mesmo ambos.
Acontece em casos extremos.