sexta-feira, 7 de setembro de 2007

A Cruzada austríaca de Bush

«Bush abriu o discurso a trocar a cimeira da APEC (Cooperação Económica da Ásia-Pacífico), que está a decorrer na Austrália, com a reunião da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que só decorre no ano que vem.

“Obrigada por ser um excelente anfitrião neste cimeira da OPEP… quer dizer, cimeira da APEC”, disse Bush ao primeiro-ministro australiano, John Howard.

Mas as “gaffes” do chefe da Casa Branca não ficaram por aí. Bush quis depois elogiar John Howard pela visita que fez no ano passado fez às tropas australianas que estão no Iraque, mas referiu-se às tropas austríacas.

O problema é que Howard esteve a visitar as tropas da Austrália e, para além disso, a Áustria nem sequer tem soldados em solo iraquiano. »

Saiu a lotaria a
este site que publica o melhor deste cérebro da humidade. Perdão, humanidade. Austrália e Austria, APEC e OPEP são quase a mesma coisa desde que os cangurus e canguruas embarcaram nessa moda estupida de usar tirolês e burca. Um homem olha em redor e até se confunde!

Com a água suja do capitalismo

O Picoto vai à festa

É sabido que em Portugal se faz festa onde há música, sardinhas, febras, coiratos e tintol e nunca falta gente. Mas esta festa de que vos falo é especial, é mesmo do povo e é "de esquerda". No ar, a par das palavras de ordem, do excesso nos insultos, do cheiro a ranço, da atmosfera esfusiante que caracteriza as reuniões populares e daquela a que alguma vez ouvi chamar de psicologia das multidões, estará também toda uma liturgia de “a luta continua”, “o povo unido jamais será vencido”, “assim se vê a força do não sei quê” e outros que tais, os slogans da união do contra. Sim, porque ali estão todos contra alguma coisa. Não interessa bem contra que coisa, ora essa, o povo anda descontente e está contra. Mesmo importante é ver o povo unido e de punho em riste. O “a favor” - estava a ser injusto, também há pelo menos um "a favor" - estará no museu itinerante da virtude, sobre as glórias do regime soviético, montado no recinto da festa para dar o toque cultural e a pitada de nostalgia. Mesmo sem o mapa da Sibéria nem qualquer menção às estatísticas das vítimas do terror estalinista, essa invenção do capitalismo.
Nada foi deixado ao acaso. Para evitar confusões e para ajudar no activismo poeirento, a programação das festividades inclui discurso breve – nunca mais de um par de horas (perdão, camarada Fidel, que vergonha!) - dum camarada vindo dos céus da hierarquia do partido da sociedade sem classes a abrir e a encerrar as hostilidades, debitando os eternamente novos alertas contra “as políticas do quero, posso e mando”, “as amplas liberdades democráticas”, os “sinais de cariz fascizante” e os perigos do “capital financeiro” e da vil “direita” que age contra o seu “Portugal de Abril”. Todos “fascistas” distraídos cuja distracção anual permite que a festa do Avante se repita todos os anos. A KGB, pelo menos, revelava competência suficiente para não se distrair. Muito menos as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o braço armado do convidado de honra da festa do povo, o PC colombiano, nos seus inúmeros raptos e demais acções em defesa do povo.
Mas não vamos falar nos raptos desta organização terrorista, isso seria uma traição à hospitalidade portuguesa e, afinal, festa é festa. Fica o video do “picoto”, icon dos muitos picotos que se ouvirão na edição da Festa do Avante 2007, 2008 e todas as seguintes e passadas. A que começa hoje é a 2007.



Importante: quase me esquecia da frase “o Alentejo ainda há-de ser nosso”.