quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Trovisco?

No dicionário vem:


do Lat. turbiscu

s. m., acto de troviscar;

fig., pequena
altercação; arrufo;

Bot., arbusto timeleáceo que cresce entre as vinhas.


O Trovisco de que vos quero falar não é, obviamente, nenhum destes. É um vinho de excelente qualidade, uma nova marca que está a ser lançada no mercado português, proveniente da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, mais precisamente do Planalto entre o Rio Douro e o seu afluente Rio Tua, que tomou o nome do tal arbusto que cresce entre as vinhas. Olhando em detalhe para a ficha técnica, ressaltam as castas utilizadas na sua produção e o estágio de quase 3 anos do vinho tinto. Olhando para a garrafa, ressalta o líquido, delicioso.

O Trovisco encontra-se à venda nas lojas gourmet do El Corte Inglês e estará disponível brevemente em toda a cadeia Modelo-Continente. Poderá saboreá-lo gratuitamente hoje e amanhã no El Corte Inglês de Lisboa, onde decorre uma sessão de prova promovida pelo seu distribuidor, a Loja dos Ditos, Lda.

Ler os outros - "Geração de 60"

«Um dos nossos problemas é termos transformado aquilo que pode ser uma virtude privada (a fidelidade) num critério de organização social. Não se deve confundir a lealdade (que é uma virtude pública) com a fidelidade (uma virtude privada que se transforma num vício quando aplicada no domínio público). A lealdade admite a discordância e promove o mérito. A fidelidade impõe a subserviência e dissemina a mediocridade. E, já agora, talvez seja bom recordar aqueles que promovem a fidelidade que ela não deve ser confundida com amor… Onde há amor pode esperar-se fidelidade mas nem sempre da existência de fidelidade se pode deduzir a existência de amor. (continua)» Assina Miguel Maduro, no Geração de 60

Do partido do Smart(zinho)

«(…) Escutas de conversas telefónicas, ocorridas entre o final de Abril e o princípio de Maio de 2005, davam conta da intenção de Abel Pinheiro em reunir-se num almoço com o presidente do banco, Ricardo Salgado. O alegado propósito do encontro seria anular o montante de um empréstimo ainda não pago por uma das empresas ligadas ao grupo Grão Pará, a EDEC, propriedade da família do ex-director das finanças do CDS. Esta constatação do MP baseia-se ainda em interpretações de gestores do GES, que conversaram entre si sobre essa alegada intenção de Pinheiro. (…)» in Jornal de Notícias

Depois de enfrentar sobreiros e submarinos, e depois do resultado nas eleições para a CML, escreve-se mais uma página no destino do partido do táxi. Suspeito que, caso deixasse de haver sigilo bancário, coisa impensável para o PP (por ser um atentado à privacidade dos cidadãos!), um Smart tornar-se-ia uma imensidão. O nome "partido do Smart", antecessor de dias sem carros, daria um ar modernaço e é de todo apropriado para esquemas tão smartzinhos. Já que estamos nisto, aproveitando a boleia das mudanças de nome, o BES, por seu lado, estreitamente ligado aos episódios mais recentes do partido, só teria que passar de santo a smart, sem mudança de sigla, mas mantendo o espírito. Depois é só criar uma holding.

Um alerta para o Mundo

Há 20 milhões de anos que o golfinho branco vivia no rio Azul, na China. Um rio de todas as cores, poluidíssimo, como quase todos os rios chineses. Um animal venerado porque, segundo uma crença local, neles reencarnavam as princesas que morrem afogadas. Reencarnavam e já não vai ser necessário proibi-las, como ao Dalai Lama, porque nenhuma princesa voltará a fazê-lo. O golfinho branco foi ontem declarado extinto. Um sinal de alerta para o desrespeito ambiental sistemático que caracteriza o “milagre” chinês, ignorado pelos donos de um mundo ávido de cifrões.