skip to main |
skip to sidebar
«O governo chinês emitiu um decreto proibindo o Dalai Lama de reencarnar. "O chamado Buda vivo é ilegal e inválido sem a aprovação governamental", afirma o texto assinado pela Administração para os Assuntos Religiosos.» no Público, via Grande Loja do Queijo Limiano
São dois os relatórios de organizações internacionais que, no espaço de uma semana, denunciam a falta de cumprimento das promessas feitas pela China quando o gigante asiático apresentou a sua candidatura à organização das olimpíadas que terão início a 8 de Agosto de 2008, de amanhã a 1 ano. Depois do relatório da Human Rights watch, da semana passada, também a Amnistia internacional denuncia a ausência de transformações políticas, legais e sociais e a falta de empenho do governo chinês em conduzi-las. Pelo contrário, o governo chinês continua a aplicar a pena de morte a 68 crimes (nos quais se incluem crimes não violentos) sem observar os direitos dos acusados, intensificou as campanhas de repressão de activistas de direitos humanos e de juristas envolvidos em casos desta natureza e reforçou as medidas de controlo sobre os órgãos de informação e sobre a Internet.
Directamente relacionado com a construção das infra-estruturas necessárias para os Jogos, o governo chinês tem procedido à deslocação forçada de dezenas de milhares de habitantes de Pequim, arrasando quarteirões inteiros da capital e recorrendo a mão-de-obra migrante, forçada a trabalhar em condições que desrespeitam todas as regras das convenções internacionais de direitos humanos e de direitos do trabalho. O relatório da AI critica ainda a relutância do Comité Olímpico Internacional em adoptar uma atitude mais activa na questão dos direitos humanos à medida que se aproximam as Olimpíadas e acentua que as violações dos direitos humanos que sucedem na China representam uma afronta a princípios fundamentais da Carta Olímpica relativos à preservação da dignidade humana e ao respeito por princípios éticos fundamentais de carácter universal. Sem o respeito por tais princípios, as olimpíadas perdem a sua razão de ser. Como uns quaisquer jogos Coca-Cola, quando terminarem, os Jogos Olímpicos de 2008 arriscam-se a deixar atrás de si na China pouco mais que latas vazias e uma sensação intensa de impunidade à escala mundial.
«Pagar uma consulta de dentista a 20 euros e fazer tratamentos dentários por um preço 50 a 60 por cento mais barato do que o praticado no sector privado faz com que muitos moradores na freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa, tratem da boca. (…)»
“Concorrência desleal”, “lá está o Estado a meter-se onde não deve”, ou mesmo “iniciativas de cariz socializante”, dirão os mais acérrimos e fervorosos defensores de uma sociedade de mercado. Portugal é um país de "cáries socializantes", onde o estado dos dentes de cada português é um fiel indicador do extracto social a que pertence, graças a esse tal mercado e graças a um SNS em desmantelamento acelerado. Uma experiência bastante positiva, esta iniciativa da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa, em que o objectivo de colocar a saúde oral ao alcance de todos se sobrepõe ao objectivo do lucro. Será isto assim tão errado?