Este é o resumo de outro filme que anda para aí a rodar, de um realizador metalinguístico de baixo orçamento. Nesse filme, uma longa-metragem com cenas eventualmente chocantes de desemprego, baixo crescimento e efeitos especiais de crescente precariedade laboral, o dito realizador, que odeia a crítica mas não regateia elogios para a sua própria “obra prima”, coloca os amigos nos papeis principais, os que o criticam na prateleira e são os figurantes que dão razão de ser ao nome do filme. Apesar disso, a maioria, segundo sondagens, reage com indiferença às cenas eventualmente chocantes e escolhê-lo-ia novamente como realizador. Outros, apesar dos prantos, nem sequer participariam na sua eleição e, ao contrário da personagem da curta de baixo valor, resignar-se-iam de novo, imóveis, à sorte que aquele ou outro qualquer lhes continuasse a reservar. Alguém já viu o filme? E... aceitam mais café?


