sexta-feira, 27 de julho de 2007

Orelhas de Burro

What a strange country they are!

De novo o caso José Sócrates / Independente e a estranha vida política nacional, vistos pelos olhos de um inglês. Saltam á vista do articulista o alheamento generalizado, fruto da desconfiança geral relativamente à classe política e aos meandros da corrupção, a aquisição artificial de habilitações por parte de detentores de cargos políticos e as suas implicações na questão da autoridade para relançar o combate à estagnação económica com base no aumento das qualificações previsto na Agenda de Lisboa e, lado a lado, o processo movido por Sócrates a António Balbino Caldeira e uma investigação criminal sobre uso indevido de título académico, que terá sido iniciada no último mês, a qual, confesso, desconhecia. Um país estranho, o nosso país "normal", nas páginas do The Independent. Um artigo politicamente incorrecto e de "baixo" jornalismo, dir-se-á por cá.

«As Portugal takes centre stage as holder of the EU presidency for six months, the Prime Minister, Jose Socrates, is embroiled in a row over the authenticity of his university degree.

Antonio Balbino Caldeira, an activist in the conservative opposition Social Democratic Party, has posted alleged discrepancies about Mr Socrates' academic record on a blog. The claims have received massive press coverage, prompting Mr Socrates, 49, to sue Mr Caldeira for defamation. Meanwhile, a criminal investigation opened last month to establish whether the Prime Minister is guilty of using false academic titles.

The row focuses on whether Mr Socrates completed the necessary coursework at Lisbon's private Universidade Independente to justify his use of the esteemed title, "Engineer". The issue is particularly sensitive as Portugal strives to relaunch the EU's stalled "Lisbon agenda", which aims to combat economic stagnation caused by poor schooling.

Mr Socrates took three weeks to answer the allegations, prompting newspapers to uncover several inconsistencies in the awarding of the degree. Journalists found that qualifications awarded did not follow procedure and that four of the five courses were given by the same professor, Antonio Jose Moraes, a socialist government appointee. Details emerged when the government closed down the Independent University in April amid allegations of mismanagement and the misuse of funds.

Mr Socrates joined the university in 1995 and received his degree in 1996, when he was secretary of state for the environment. But in his official biographyMr Socrates claimed to have already obtained the coveted qualification of engineer. He later admitted that was a "lapse", and the government website altered his CV this year, downgrading "Civil Engineer" to "Diploma in Civil Engineering". Such distinctions are hugely important in a country where titles of engineer or doctor are prized as a passport to high office.

The saga throws doubt on Mr Socrates' personal integrity, and consolidates the dismal reputation of politicians among ordinary Portuguese. The indifference with which the allegations were received by most opposition MPs (they say it is a personal matter) fuel suspicions that Mr Socrates is not the only one to profess academic qualifications yet to be received.» in
The Independent

Em Espanha a população activa não cresceu

Conclusões socráticas possíveis:
1. Em ESPANHA a população activa não cresceu;
2. Espanha teve um processo de flexibilização das leis laborais que tornaram a economia competitiva e actualmente em Espanha pode despedir-se qualquer trabalhador a qualquer hora, basta querer.

Angel Di Maria, o novo craque do Benfica

Notícia CHOQUE

«Nova iorque, 27 Jul (Lusa) - O tenente Anthony Traina, do Departamento de Polícia da cidade de Paterson, Nova Jérsia, não sabe por onde começar para solucionar o mais estranho roubo com que teve que se haver na sua carreira - uma piscina com quatro mil litros de água dentro. (…)»

Conheço um estádio, ali para os lados de Loulé, que foi construído para receber umas visitas em 2004 e que, desde então, está ao abandono. Qualquer dia, os amigos do alheio ainda o descobrem.

Normalidade e contradição

«Os autores dos exames nacionais em que o Ministério assumiu a existência de erros - Física e Química A (1.ª fase) e Biologia (2.ª fase) não voltarão a ser convidados a participar na elaboração de provas. A garantia foi dada ao DN pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, no dia em que foram anunciados os resultados da segunda fase de provas do secundário, pondo termo à época de avaliações.

"Com certeza [que quem cometeu esses erros] não será convidado, como é evidente", disse o secretário de Estado, a propósito da exigência de um apuramento de responsabilidades nas falhas deste ano, feita por partidos da oposição e associações de pais. "Não sei que mais se podia fazer", acrescentou. "Não podíamos crucificar essas pessoas na praça pública, nem mandá-las prender".» in
DN

É evidente que não, senhor Secretário de Estado! E até concordo consigo no afastamento dos autores dos erros. Mas o senhor Primeiro-ministro tinha dito há dois dias que os erros nos exames são normais e que sempre haverá erros em exames. Não haverá aqui uma qualquer contradição? Afinal não estão a renovar o convite a quem estava a agir dentro da normalidade. E, já agora, gostaria de saber quais os critérios que vão presidir à escolha da nova equipa por forma a garantir a sua competência.