« Maria de Lurdes Rodrigues decidiu não aplicar qualquer sanção a Fernando Charrua, apesar de - como sustenta no despacho assinado na passada segunda-feira, mas só ontem divulgado - terem sido dados "como provados os factos de que o arguido foi acusado".
A ministra salienta o facto de a conclusão do processo de inquérito referir que as afirmações de Fernando Charrua visaram o primeiro-ministro e não um superior hierárquico. Por isso, Maria de Lurdes Rodrigues defende que "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável" numa sociedade democrática.»
Na fotografia do desfecho do “caso Charrua”, Maria de Lurdes Rodrigues, apesar de “dar como provados” os factos de um processo originado na usurpação da confiança de uma conversa privada, fica assim como a guardiã dos valores da democracia e não da delação. Fernando Charrua, por seu lado, apesar de não lhe ser aplicada qualquer sanção, fica na escola para onde foi desterrado e não na DREN, para onde exige voltar.
Fora da fotografia fica Margarida Moreira, imaculada, de pedra e cal nas funções que lhe foram confiadas, a direcção dos destinos da DREN e de todos os seus gabinetes, corredores e demais espaços onde se possa atentar jocosamente contra os superiores interesses da nação. Também fora da fotografia, José Sócrates, que ganhou três amigos - as duas citadas e um terceiro - e a institucionalização do chamado “respeitinho”, e o tal terceiro amigo, o bufo, de quem nunca se falou e que fica agora a aguardar recompensa para tanta lealdade.
A ministra salienta o facto de a conclusão do processo de inquérito referir que as afirmações de Fernando Charrua visaram o primeiro-ministro e não um superior hierárquico. Por isso, Maria de Lurdes Rodrigues defende que "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável" numa sociedade democrática.»
Na fotografia do desfecho do “caso Charrua”, Maria de Lurdes Rodrigues, apesar de “dar como provados” os factos de um processo originado na usurpação da confiança de uma conversa privada, fica assim como a guardiã dos valores da democracia e não da delação. Fernando Charrua, por seu lado, apesar de não lhe ser aplicada qualquer sanção, fica na escola para onde foi desterrado e não na DREN, para onde exige voltar.
Fora da fotografia fica Margarida Moreira, imaculada, de pedra e cal nas funções que lhe foram confiadas, a direcção dos destinos da DREN e de todos os seus gabinetes, corredores e demais espaços onde se possa atentar jocosamente contra os superiores interesses da nação. Também fora da fotografia, José Sócrates, que ganhou três amigos - as duas citadas e um terceiro - e a institucionalização do chamado “respeitinho”, e o tal terceiro amigo, o bufo, de quem nunca se falou e que fica agora a aguardar recompensa para tanta lealdade.
