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Para finalizar, estava marcada para esta semana uma manifestação de trabalhadores da Administração Pública, contra a lei da mobilidade especial, contra o desmantelamento da função pública e pela estabilidade no emprego. Mais do que a manifestação, que passou para segundo plano, foram a prepotência dos dirigentes dos serviços e as ameaças de que foram alvo aqueles que quiseram exercer o seu direito de se manifestarem, consagrado na Constituição, que fizeram notícia. Este episódio inadmissível foi alvo de queixa junto daquele que, no acto de tomada de posse, fez o juramento “Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”, o PR.
A semana foi ainda marcada por mais dois casos de crueldade de professoras com cancro a quem foi recusada a aposentação antecipada. No primeiro caso, uma professora de Cabeceiras de Basto, que pediu anonimato, tem dificuldades de audição e problemas sérios de dentição e de voz. A Junta médica indicada para avaliar o caso sugeriu à docente em causa que se «fizesse uma limpeza aos ouvidos e arranjasse os dentes ficaria muito bem», um comentário jocoso daqueles que, pela relação de força das partes envolvida, inversa daquele outro caso conhecido de comentários ditos jocosos, não traz qualquer consequência para os autores. No segundo caso, apesar de três relatórios oncológicos diagnosticarem "incapacidade permanente" a uma professora do Porto com cancro na mama, isso não foi suficiente para convencer a junta médica da CGA a dar parecer favorável à sua reforma antecipada, sentenciando-a a trabalhar naquelas condições.