terça-feira, 3 de julho de 2007

Sexo e cultura

O video é da responsabilidade da Comissão Europeia, para promover o cinema Europeu. Ao vê-lo, questionei-me: que mercado-alvo visará a campanha? Nas imagens do clip, quais as particularidades do cinema europeu que marcam a diferença relativamente aos cinemas americano e asiático? Esgotar-se-á o cinema europeu nas imagens que se vêem no clip? Não haverá nele nada mais apelativo que represente a identidade europeia? Sem falsos moralismos, mas, face ao objectivo visado, a iniciativa é, numa palavra, paupérrima.

PRioridades e preocupações

«A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) deixou prescrever mais de 500 milhões de euros de dívidas fiscais de contribuintes durante o ano passado.

Um valor que representa mais do dobro do montante registado no ano anterior, mas que o Ministério das Finanças garante não "representar qualquer perda de receita para o Estado". O Ministério liderado por Fernando Teixeira dos Santos volta mesmo a avisar que o valor das dívidas que a DGCI perde o direito de cobrar ainda deverá aumentar mais nos próximos anos. (…)
(…)
Prejuízo é do Citigroup

As Finanças garantem ainda que a maioria das prescrições se refere "a dívida securitizada [no âmbito da operação decidida pelo anterior Governo de vender ao Citigroup créditos fiscais], pelo que a respectiva prescrição não tem qualquer impacto directo na receita do Estado. Trata-se, no entanto, de um risco previsível, que certamente foi ponderado na contratação da operação, e que será, aliás, um dos factores que justificam o elevado diferencial entre o montante da dívida titularizada (cerca de 11.400 milhões de euros) e o preço pago ao Estado português (cerca de 1.800 milhões de euros)". Ou seja, o prejuízo pela não cobrança vai para o comprador destas dívidas, o Citigroup. (…)» in
Público

Ou seja, o Citigroup afinal até fez um favor ao Estado, que todos devemos agradecer. Ou seja, 11.400 milhões de euros menos 1.800 milhões de euros é igual a parte de um pouco mais dos 500 milhões de euros referente ao montante de dívidas prescritas, a que se refere a notícia, e não igual a 9600 milhões de euros, que resultam da subtracção aritmética. Fica assim explicada a razão pela qual a adjudicação de uma das maiores negociatas entre o Estado (Manuela Ferreira Leite) foi feita pelo processo que os organismos públicos utilizam para comprar parafusos e não por concurso público internacional, como manda a lei.

Quanto às dividas prescritas fruto da morosidade do nosso sistema de justiça, cujos montantes tendem a aumentar, José Sócrates não tem que se preocupar demasiado. Veja-se abaixo a reforma estrutural “simplex”, prioritária relativamente à reforma da justiça, que mostra que o Governo ainda tem margem de manobra, ainda há muito por onde cortar e muitos privilegiados a abater.

«Convidada pelo Ministério da Saúde a estudar novas formas de financiamento para garantir a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS), produziu um documento de quase 200 páginas com medidas polémicas: a diminuição das deduções fiscais com despesas de saúde, o corte na isenção das taxas moderadoras ou o fim da ADSE, num total de sete recomendações.» in
Público