sexta-feira, 29 de junho de 2007
Ler os outros - "Querem mesmo aprender com a Autoeuropa"?
O acordo de empresa alcançado na Autoeuropa tem sido usado pelo ministro Vieira da Silva e alguns comentadores alinhados como argumento para justificar o expoente máximo da política deste Governo, o livro branco do trabalho sem direitos, tema já tratado neste blog. Acabo de ler um excelente post, no inevitável Arrastão, que nos elucida tanto quanto à ilegitimidade do uso desse argumento para sustentar a reforma proposta, como quanto ao tipo de investimento que interessa captar para Portugal – a competitividade não se esgota nos baixos salários, no trabalho sem direitos, nem nos flexidespedimentos –, como ainda quanto ao modelo a adoptar pelo nosso sindicalismo serôdio. Ler aqui. Uma versão bastante diferente da versão oficial que, por isso, não passa na nossa comunicação social. A divulgar.
Etiquetas: Autoeuropa, código de trabalho, competitividade e direitos, desenvolvimento
Empurrado por
Filipe Tourais
5
Puxões e esticões adicionais
Deus, Bush nosso senhor e Fidel
“«Um dia, Deus nosso Senhor vai levar Fidel Castro embora», disse Bush em resposta a uma pergunta, depois de um discurso na Escola de Guerra Naval.
(…)
«Agora entendo porque sobrevivi aos planos de Bush e de outros presidentes de me assassinar: Deus nosso Sennhor protegeu-me», disse Fidel, um ateu convicto, em declarações enviadoa à imprensa estrangeira em Cuba. “ in Sol
(…)
«Agora entendo porque sobrevivi aos planos de Bush e de outros presidentes de me assassinar: Deus nosso Sennhor protegeu-me», disse Fidel, um ateu convicto, em declarações enviadoa à imprensa estrangeira em Cuba. “ in Sol
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
SIADAP, um sistema misto: transparência para funcionários, sigilo para dirigentes
«O Governo deverá aceitar uma das propostas dos sindicatos. As avaliações de desempenho dos funcionários públicos deixam de ser confidenciais a partir do próximo ano. Em 2006, quase metade dos trabalhadores do Estado não foram avaliados.
(…)
Até agora, o novo SIADAP só prevê a obrigatoriedade de publicitação das classificações de uma minoria: dos dirigentes que obtiverem uma classificação de “Excelente”. Ou seja, 5% dos dirigentes, segundo as quotas de classificação estabelecidas pelo SIADAP.» in Diário Económico
Positivo, sem dúvidas, mas insuficiente. Tanto no “novo”, como no “velho” SIADAP a avaliação era sigilosa, o que permitia, ou poderia permitir, dependendo da imaginação do dirigente avaliador, todo o tipo de arbitrariedades e favorecimentos, como o prémio à proximidade ao dirigente e não a avaliação do mérito. Esta é a parte positiva, vamos à parte menos positiva.
O SIADAP assenta em objectivos fixados de cima para baixo: objectivos institucionais fixados para cada organismo público em função da política do Governo, objectivos fixados para os dirigentes em função dos objectivos institucionais e, finalmente, objectivos para os funcionários, que devem ser fixados em função dos dois anteriores. Ora, continuando a vigorar o princípio do sigilo, e não o da publicação, da carta de missão de cada dirigente (que contém os seus objectivos), continuará a vigorar uma pseudo-avaliação destes, com consequências em todo o sistema. O Governo de José Sócrates parece não abdicar da lógica de protecção aos seus boys, o princípio fica sublinhado pelo facto de quase metade dos trabalhadores do Estado não terem sido avaliados em 2006 e de não ter sido aplicada a Lei que prevê a exoneração dos dirigentes que não apliquem o SIADAP. Alertei para isso em 09 e 12 de Março (aqui e aqui).
(…)
Até agora, o novo SIADAP só prevê a obrigatoriedade de publicitação das classificações de uma minoria: dos dirigentes que obtiverem uma classificação de “Excelente”. Ou seja, 5% dos dirigentes, segundo as quotas de classificação estabelecidas pelo SIADAP.» in Diário Económico
Positivo, sem dúvidas, mas insuficiente. Tanto no “novo”, como no “velho” SIADAP a avaliação era sigilosa, o que permitia, ou poderia permitir, dependendo da imaginação do dirigente avaliador, todo o tipo de arbitrariedades e favorecimentos, como o prémio à proximidade ao dirigente e não a avaliação do mérito. Esta é a parte positiva, vamos à parte menos positiva.
O SIADAP assenta em objectivos fixados de cima para baixo: objectivos institucionais fixados para cada organismo público em função da política do Governo, objectivos fixados para os dirigentes em função dos objectivos institucionais e, finalmente, objectivos para os funcionários, que devem ser fixados em função dos dois anteriores. Ora, continuando a vigorar o princípio do sigilo, e não o da publicação, da carta de missão de cada dirigente (que contém os seus objectivos), continuará a vigorar uma pseudo-avaliação destes, com consequências em todo o sistema. O Governo de José Sócrates parece não abdicar da lógica de protecção aos seus boys, o princípio fica sublinhado pelo facto de quase metade dos trabalhadores do Estado não terem sido avaliados em 2006 e de não ter sido aplicada a Lei que prevê a exoneração dos dirigentes que não apliquem o SIADAP. Alertei para isso em 09 e 12 de Março (aqui e aqui).
Etiquetas: Boys, Partidarização da Administração Pública, Reforma da Administração Pública
Empurrado por
Filipe Tourais
1 Puxões e esticões adicionais
Perigo: camelos!
DEpois dos episódios de Margarida Moreira e Charrua e do do "deserto" de Mário Lino, eis o que acontece a quem não viu o sinal oficial do Governo de José Sócrates. Lema: aridez, boys e camelos.

“A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado do centro um cartaz que apresentava declarações de Correia de Campos "em termos jocosos". No seu lugar foi colocado um homem que não mandará piadas sobre Sócrates: o vereador do Partido Socialista na Câmara Municipal de Ponte da Barca, Ricardo Armada.” Texto via Arrastão e foto via ®manámiga
Subscrever:
Mensagens (Atom)
