quinta-feira, 21 de junho de 2007

O Cavaco? Ah, não! O Negrão! Mas o tipo é...? É?


Se eu fosse burro, mas mesmo muito, muito burro, também a mim me teria escapado que todos os que leiam um cartaz com a palavra “Presidente” juntamente com a palavra “Governo” se lembrarão de Cavaco Silva e não do Presidente da Câmara de Lisboa. Bom, a menos que haja aqui qualquer coisa que eu não saiba e o PR também meta o nariz na gestão da CML… Se assim for, já não está aqui quem falou!
Cartaz obtido via "0 de Conduta"

Faixa de Gaza - Dados Geográficos

Faixa de Gaza
Área: 360 Km2 (apenas 15% é arável)
População: 1.500.000 habitantes (60% de refugiados)

Concelho de Leiria
Área: 565 Km2 (1,65 vezes a área da Faixa de Gaza)
População: 125.949 habitantes (8% da da Faixa de Gaza)

Caso tivesse a densidade populacional da Faixa de Gaza, o Concelho de Leiria teria 2.400.000 habitantes (cerca de 20 vezes a sua população actual).

EUA, China, ambiente e Europa

Os Estados Unidos eram, até ontem, o maior poluidor do planeta. Mas tratando-se dos Estados Unidos, a Europa permite-o, sem grandes alardes. A China passou a ser, soube-se ontem, o maior poluidor do planeta. Os Estados Unidos representam os interesses das grandes multinacionais instaladas na China. A Europa permite-o, sem grandes alardes. As empresas na China têm um custo ambiental 0 e pagam quase 0 aos seus trabalhadores escravos. As empresas europeias gastam fortunas em dispositivos que reduzam as emissões de gases poluentes, respeitam os direitos dos seus trabalhadores e pagam-lhes salários que lhes possibilitem uma vida digna. A Europa permite-o, sem grandes alardes, e diz às suas empresas que devem ser mais competitivas, o que permite à China poluir mais e destruir empresas e emprego com direitos na Europa. A América ri-se, a China Também, a Europa permite-o, sem grandes alardes. Blabla lalala baba, toda a gente sabe que são os "novos tempos" e é a globalização. São esses que se vêem representados em Bruxelas. Novos tempos, América, globalização, China.
Responda quem souber: quem representa os europeus?

Braço de ferro entre duas Europas

«O Presidente da República entende que a Europa «não está preparada para enfrentar um outro fracasso em matéria de revisão dos tratados», numa referência à cimeira europeia em que se vai discutir uma versão reformada do Tratado Europeu.» in TSF

É cada vez mais clara a existência de um fosso enorme entre duas Europas, a dos cidadãos e a dos governantes, apesar de os segundos serem eleitos para representarem os primeiros. O défice democrático nos poderes de Bruxelas é cada vez mais evidente para todos e dele resultam imposições inadmissíveis em Democracia. Mais uma vez tudo aponta para negociações que decorrerão em segredo, com o rótulo da consensualidade tão típica do “europês”, e das quais sairá o texto do novo tratado a apresentar aos europeus como facto consumado. Será um teste à maturidade política dos cidadãos, um braço de ferro entre duas versões de Europa, cujo resultado final é difícil de antecipar mas no qual pesará, certamente, o descontentamento e a desilusão relativamente à forma como tem sido conduzido o projecto europeu, à revelia da evolução social e valores civilizacionais construídos – conquistados - sobretudo durante o Séc. XX. E, se o risco que se quer evitar é a rejeição, por parte dos europeus, de um projecto com o qual não concordam, não será difícil encontrar exemplos de reacções à imposição na História europeia para perceber que o risco em que se incorre é incomparavelmente maior do que o que se tenta evitar a todo o custo.
Nota: horas depois de escrever este post li sobre o posicionamento do Parlamento Europeu sobre o Tratado Constitucional, aqui.

Matemática: 300% de sucesso. Garantido!

« Cerca de 175 mil alunos do terceiro ciclo e do secundário enfrentam hoje a mais temida das disciplinas, realizando os exames nacionais de Matemática.»

A proposta de correcção que a seguir apresentamos não é uma candidatura a ministro nem a secretário de estado, aproveitando a previsível remodelação após as eleições em Lisboa. É apenas uma singela contribuição para o sucesso escolar e para a vitória na importante batalha da qualificação da população portuguesa, motivada pelo mais profundo patriotismo. A matemática não tem que ser um fantasma que traumatiza os alunos se as correcções forem feitas como abaixo se exemplifica. O primeiro passo está dado, agora é só seguir o modelo. Procurámos não fugir às linhas que orientam a política de educação actualmente e usámos de toda a pedagogia que nos foi possível.
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Questão proposta: Dois meninos comem oito laranjas. Quantas laranjas comeram os dois meninos?

Resposta do aluno: 2 beses 8 é inguale a 18 à 2 x 8 = 18
O João e o Feransisco não deviam comer tanto, fájeles mal.

Correcção:

a) Os erros ortográficos não são valorizados nem sequer na prova de português, pelo que o aluno não deverá ser penalizado por isso. A resposta, aliás, revela uma tradução fonética muito próxima do perfeito, atendendo à pronúncia da sua região;

b) O aluno revela imaginação e criatividade ao atribuir nomes aos sujeitos no enunciado do problema;

c) Devem valorizar-se a interdisciplinaridade e os conhecimentos adquiridos em outras áreas do saber reveladas na preocupação do aluno pela observância de boas práticas alimentares. O aluno revela uma clara vocação para as ciências da saúde, a potenciar;

d) a grafia do número 6 está absolutamente correcta;

e) o mesmo se pode concluir quanto ao número 8 ;

f) o sinal operacional “x” indica-nos, correctamente, que se trata de uma multiplicação e, da mesma forma, o sinal “=” indica correctamente uma igualdade entre os dois termos da expressão;

g) Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito e corresponde ao primeiro algarismo da operaçãopedida. Quanto ao segundo algarismo, este pode muito bem ser entendido como dois 3: um 3 antecedido de outro 3 escrito simetricamente (o aluno usou uma simetria, considerando-se um eixo vertical): o aluno revela um claro propósito de enriquecer o exercício com conhecimentos que ainda nem sequer lhe foram leccionados mas que já detém intuitivamente, revelando uma forte intuição matemática. O resultado está, portanto, absolutamente correcto.

Classificação:

a) a atitude do aluno foi positiva, não se negando a resolver a questão formulada;
b) os procedimentos estão correctamente encadeados : os elementos estão dispostos pela ordem precisa.
c) o aluno supera a utilização dos conceitos necessários à resolução do problema, recorrendo a conceitos que ainda nem sequer tem obrigação de deter;
d) o aluno relaciona a matemática com outras ciências naturais, demonstrando que assimilou a importância e a aplicabilidade prática, tão importante, da disciplina.

Classificação: 300%