sexta-feira, 15 de junho de 2007

Orelhas de Burro

“Instant Karma: Campaign to Save Darfur” é uma iniciativa da Amnistia internacional. O projecto, que juntou vários artistas num CD com interpretações de temas de John Lennon, tem por objectivo alertar o mundo para o genocídio do Darfur e reunir fundos para as suas vítimas. Não sei se já está disponível em Portugal, mas poderá ser adquirido aqui. A faixa de abertura, que dá também nome ao álbum, é interpretada pelos U2 e poderão ouvi-la no sítio do costume, aqui (só audio).

Ler os outros - Câmara Corporativa

Há para todos os gostos. "A crise em fascículos", no Câmara Corporativa. Para já, mais sacrifícios. Resultados, só para mais tarde. Há que ter paciência.

Espírito Pátrio

No Diário Económico de hoje vem um artigo interessante sobre um grupo de empresários que desinteressadamente, por amor à Pátria, pagaram um estudo sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa. Por sua vez, ontem vinha um artigo no Jornal de Negócios (creio que era no Jornal de Negócios) que tratava o tema dos ganhos e das perdas dos vários grupos económicos nos vários cenários de localizações alternativas hoje admitidas.

Ao contrário do que é hábito, por falta de tempo não tenho os links para as notícias que refiro. Fica apenas a referência e, se alguém se quiser dar ao trabalho, faça o favor de os disponibilizar na caixa de comentários a este post (links ou um paste dos artigos referidos). As coincidências serão visíveis.

Resultados da neutralidade das políticas neo-liberais

«Portugal, entre os anos de 1999 e 2005, foi o país da UE onde a desigualdade na distribuição do rendimento mais aumentou (+28,1%), quando o crescimento médio nos países da UE15 foi de 4,3%, ou seja, quase sete vezes menos do que o verificado em Portugal durante o mesmo período.» Eurostat, via Classe Política

Olá, amigos!

Quando escrevo algum post com as duas palavras mágicas “José” e “Sócrates”, chovem visitas das páginas Blogservatório e Paulo Querido, dois dos sites que rastreiam o que se diz na blogosfera. Então, sem nenhum P, cá vai:

José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates José Sócrates.

Olá, amigos! Só para cumprimentar.

A letra P

«No despacho de acusação, assinado por José Paulo Pereira, além do "insulto", são também atribuídos a Charrua alguns comentários jocosos sobre a licenciatura de Sócrates. Mas o que motivou a instauração do inquérito disciplinar foi a seguinte frase: "Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe de todos eles é um filho da p.".
Na participação do caso à directora regional, António Basílio, o director de Recursos Humanos da DREN, transcreve uma frase sensivelmente diferente: "Estamos num país de bananas, governados por um f. da p. de um primeiro-ministro".» in
Diário de Notícias

Neutralidade patrocinada

«A duas semanas do arranque da presidência portuguesa, e ao fim de ano e meio de preparativos, nos bastidores está tudo praticamente a postos. Pelo meio ficaram alguns percalços. A opção pela Vodafone como patrocinador oficial gerou desconforto no Governo» In Jornal de Negócios

Uma notícia bastante neutra. Coloca a tónica nas alternativas PT ou Vodafone, como se fosse absolutamente normal que haja patrocinadores privados para uma presidência da UE. Quero lá saber se é a PT, a Vodafone ou a Telecocó. Isto não é o Rock in Rrio nem o Euro 2004, é política ao mais alto nível, com decisões que têm implicações na vida das pessoas e nos interesses das empresas. Requer, por isso, imparcialidade, impossível de patrocinar-se com dinheiro de partes interessadas.

Grande entrevista - Francisco Louçã

O crescimento do Bloco de Esquerda e as soluções políticas defendidas para Portugal pelos bloquistas incomodam cada vez mais os poderes instituídos. Esta ideia ficou bem clara na “Grande Entrevista” de ontem de Francisco Louçã à RTP. De início ao fim, as questões foram quase sempre colocadas com uma agressividade sem paralelo em entrevistas a outros líderes partidários. Logo a abrir se percebeu o que seria a entrevista e a técnica que iria ser utilizada na sua condução. Apesar de o BE aparecer nas sondagens à CML com um score eleitoral que dobra o resultado das últimas eleições, Judite de Sousa afirma que perante a maioria absoluta do PS se sente que o Bloco de Esquerda está a perder chama. Só depois da afirmação daquilo que supostamente é uma realidade objectiva é que lança a pergunta “concorda?”. A entrevista prosseguiu no mesmo tom: o BE foi apresentado como um partido com défices democráticos, desgarrado do contexto europeu e pertencente a uma família política ultrapassada pela história e que, por isso, tem sido sucessivamente derrotada nas urnas.
Apesar disto, nota máxima para Francisco Louçã. Demonstrou que quando as convicções e os projectos são sólidos, não há porque vacilar e cair na incoerência e contradição. A forma agressiva como as questões foram colocadas, ao invés de embaraçarem o entrevistado, contribuíram para que este brilhasse ainda mais e desse mesmo uma grande entrevista.

Quem não assistiu poderá ver a entrevista na íntegra
aqui.