Venha a próxima reunião, com mais arame farpado, mais segurança e num sítio ainda mais recôndito. Lamentável mas necessário, aquela gente que protesta fá-lo porque são uns selvagens violentos que não sabem o que é melhor para o mundo. Eles, só eles, sabem-no bem, por isso estiveram reunidos bem affastados do resto do mundo.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Os donos do mundo
Venha a próxima reunião, com mais arame farpado, mais segurança e num sítio ainda mais recôndito. Lamentável mas necessário, aquela gente que protesta fá-lo porque são uns selvagens violentos que não sabem o que é melhor para o mundo. Eles, só eles, sabem-no bem, por isso estiveram reunidos bem affastados do resto do mundo.
Etiquetas: Ambiente, desigualdades, Imperialismo, Representatividade, Subserviência europeia
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Olha! Não é que é mesmo a Sport TV!?
Para os amantes do desporto, um site útil: a Sport TV grátis, pelo menos por enquanto, aqui.
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Ler os outros - "Boa Sociedade"
As desigualdades sociais em Portugal já eram das mais acentuadas dos países da UE, o diferencial entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos situava-se em 2003 num desequilíbrio de 1 para 7,4 vezes a favor dos mais ricos, e, segundo estudos internacionais, a desigualdade existente no país (na distribuição da riqueza, medida pelo índice de Gini) coloca-nos próximos de países como a Tanzânia e Moçambique. Uma situação que, somada aos 20% da população que vive no limiar de pobreza, é de facto vergonhosa. Tudo isto já se sabia antes de Sócrates, só que agora, com o poder de compra dos trabalhadores a baixar como não acontecia há mais de 20 anos, com o desemprego a aumentar e a proletarização a bater à porta da classe média, tais indicadores estarão seguramente a agravar-se cada vez mais. Entretanto, a nova casta de gestores e administradores – privados e públicos –, os bancos e grupos que comandam a economia financeira, triplicam salários e multiplicam lucros. Isso acontece à custa sobretudo dos que trabalham, ou já trabalharam durante décadas, dos que descontam mensalmente para o Estado, dos que se endividaram aos bancos para terem casa, dos que sofrem na pele o despotismo de chefes, directores e pseudo-líderes, estes sim, fiéis incondicionais da nova corte tecnocrática, cujos privilégios, reformas, bem-estar e segurança estão garantidos.
E quanto ao país competitivo e à revolução tecnológica das empresas, não se vê nenhuma luz ao fundo do túnel. Numa sociedade como a portuguesa, ainda amarrada a um conjunto de peias, lógicas corporativas, tutelas e dependências, o factor segurança – em especial no emprego, que é a base de tudo o resto – é a chave da coesão social. E sem segurança não é possível nem reconversão profissional, nem aumento da produtividade e da capacidade competitiva, nem maior eficácia das instituições. Até porque a obsessão pelo mando, por parte das chefias, as vaidades e interesses pessoais que minam as organizações aniquilam a – já de si fraca – iniciativa individual e sentido de autonomia dos trabalhadores portugueses. Mais emprego qualificado sim, mas que permita aos melhores aceder à estabilidade e lhes dê incentivos e possibilidades de progressão. A administração pública, que até há pouco era o único sector do emprego que dava alguma segurança, está a ser desmembrada e puxada para baixo, para o mesmo padrão dos sectores privados considerados mais “competitivos”, ou seja, os mais insensíveis aos direitos laborais e os mais exploradores.
Perante tudo isto, pode perguntar-se: se tivermos mesmo de aceitar o facto consumado do fim do Estado providência, onde está o modelo liberal alternativo? Que sinais, que exemplos de boas práticas, que espaços de oportunidade para os mais talentosos, qualificados e competentes? Se o Estado, além de emagrecer e se extinguir como factor de coesão, se demite da sua função reguladora, se passa a permitir ou incentivar o regresso à barbárie mercantilista (reduzido às ditas funções “nucleares”), como parece ser o caso, não poderão os replicantes portugueses dos Blaires ou Sarkosis admirar-se de ver de novo o “pacato” povo português nas ruas, pois estarão a estimular a que um novo “proletariado” precário, inseguro, mas cada vez mais revoltado, mostre ao governo e ao 1º Ministro que o novo capitalismo selvagem, tal como o do século XIX, tem como contraparte uma nova questão social! Uma nova conflitualidade social e laboral, de que a greve geral do passado 30 de Maio pode ser apenas um primeiro passo.»
Etiquetas: Boa Sociedade, Estado social, Fracasso, Governo, incapacidade, José Sócrates, Liberalismo, neoliberalismo
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Jogging
Etiquetas: Abstinência governativa, Esquerda "Reformista", Fracasso, José Sócrates
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A técnica da banhada
«(…) Então afinal, os 150 euros representam um "máximo de 150 euros de entrada". Afinal não são computadores a 150€, essa é só a entrada, depois continua-se a pagar "prestações mensais cinco euros abaixo da oferta praticada no mercado". Portanto se o mercado estiver a oferecer o mesmo produto com prestações mensais de 50€, pagar-se-á uma prestação de 45€, sem que se saiba durante quanto tempo (3 anos - a duração do secundário?).
Afinal, entre a entrada baixa e o desconto de 5€ por mês (3 anos - 36 meses), acaba por sair um computador portátil uns 50 ou 100€ abaixo do preço de mercado. Eis a revolução anunciada que vai fazer choque tecnológico. Era tipo danoninho, só faltava mesmo um bocadinho...»
Etiquetas: Desonestidade política, estilos de governação
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Orelhas de Burro
Etiquetas: 1981, Duran Duran, Música, Planet Earth, Video
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