Lembrei-me de várias coisas ao ler o artigo linkado no início deste post. Daquela pose de entendido de certos amantes da arte, que sempre dizem o que se espera ouvir deles. Daqueles críticos de vinhos que nunca falham nas suas apreciações, de catálogo ao lado e de luz bem acesa, não vá o diabo tecê-las e confundirem um tinto com um branco. Das rádios que se ouvem por aí, impossíveis de reconhecer pela diferença na música que passam, cada uma mais igual que a outra. Da tonalidade toda-a-gente do cinzento dos carros. Das listas de blogs recomendados por essa blogosfera fora, com assinaláveis semelhanças e muito poucas diferenças entre todas elas. De meia dúzia de opinion makers, donos de uma verdade orientada para a audiência.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Normaizinhos normalizados
Lembrei-me de várias coisas ao ler o artigo linkado no início deste post. Daquela pose de entendido de certos amantes da arte, que sempre dizem o que se espera ouvir deles. Daqueles críticos de vinhos que nunca falham nas suas apreciações, de catálogo ao lado e de luz bem acesa, não vá o diabo tecê-las e confundirem um tinto com um branco. Das rádios que se ouvem por aí, impossíveis de reconhecer pela diferença na música que passam, cada uma mais igual que a outra. Da tonalidade toda-a-gente do cinzento dos carros. Das listas de blogs recomendados por essa blogosfera fora, com assinaláveis semelhanças e muito poucas diferenças entre todas elas. De meia dúzia de opinion makers, donos de uma verdade orientada para a audiência.
Etiquetas: Acriticidade, Arte, Normalização, Sociedade
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Informação séria e isenta
O título de capa do DN poderia bem ser “António Costa, assassino em série, responde pelos seus crimes», promovendo-se a confusão de quem lesse as gordas expostas nos quiosques de todo o país entre este António Costa e o António Costa candidato Socialista à CML, desvirtuando-se assim a função de informar de um jornal. Seria, por isso, reprovável.
No entanto, se acontecesse não seria inédito. Há dias, podia ler-se no Correio da Manhã, com honras de capa, «Fisco penhora Sá Fernandes». Também não era o candidato do Bloco de Esquerda à CML, mas quem lesse ficava com essa ideia.
Observem-se as particularidades deste último exemplo de jornalismo isento. Se clicar aqui, o primeiro resultado da pesquisa é a pérola jornalística referida acima. Hoje ainda se lê o que lá estava:
Curioso será verificar que, ao clicar, a notícia desapareceu misteriosamente. Sabemos que lá esteve, tanto pelos comentários de alguns leitores felizes com o que acabavam de ler, como pela referência do Portugal Diário. Será que alguém roubou o texto da notícia? Talvez possa ter sido alguma criança a quem não tenha sido ensinado que em caca não se mexe.
Etiquetas: caca, Jornalixo, ladrões de letras e palavras, Mistérios
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Repórter buzina
Etiquetas: Informação isenta, Jornalismo imparcial
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