quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Tinóni

(…)Uma directiva interna, assinada pelo segundo-comandante da BT, coronel João de Figueiredo, obriga os investigadores a trabalharem “devidamente fardados”. Esta ordem levou os militares das equipas de investigação criminal a suspenderem o trabalho activo como forma de protesto. “Não é possível fazer investigação com farda e carros caracterizados” – diz a mesma fonte (…)

Eles não querem é trabalhar, cambada de sindicalisto-comunistas! Com um pequeno crachá, com um “Que fique bem claro a todos que eu NÃO sou investigador”, tudo se resolvia sem protestos. Ou, em alternativa, o mesmo dizer bordado na farda, dando assim a possibilidade da participação das esposas dos agentes não celibatários na vida profissional dos mesmos, promovendo-se assim a participação feminina numa sociedade tão machista como a nossa. Quanto aos carros, bastará pintar um “Isto não é um carro da” por cima de “Polícia”, nas portas e capot dos respectivos e, em vez do “tinoni” da sirene, uma gravação da voz de Ribeiro e Castro “Nãonãonão, nãonãonão… vi-daaaaa vi-daaaaa” intercalada com a voz da "investigadora" Jerónima Teixeira "dói-dói-dói, dói-dói-dóiiiiiiiiii".