Há muito que não se via tanto moralismo bacoco como desde que começou o debate à volta do referendo, imagem fiel de uma lei que existe e não é aplicada mas que os sectores mais conservadores da sociedade portuguesa defendem como forma de preservar, ao menos no papel, uma falsa moralidade cega à realidade que todos sabem existir mas que é preferível negar. Como arma de arremesso às consciências mais puritanas, a “pouca-vergonha” de uma liberalização apresentada por aqueles segmentos mais conservadores como inevitável caso vença o sim: “fornicar a torto e a direito e matar!!!”. (ver video)
Nestes termos, hoje colocamos duas questões:
Nestes termos, hoje colocamos duas questões:
- 1. Adicionemos o detalhe ao caso de ontem de que a Maria abortou pela quinta vez. Merece ser condenada a uma pena de prisão por isso?
- 2. Em caso afirmativo, há algum limite de abortos a partir do qual seja justo que todas aquelas mulheres que o ultrapassem sejam condenadas a uma pena de prisão?
