“São cerca de 1900 pessoas que vão deixar de trabalhar na EDP – Energias de Portugal até 2010. “Trata-se, essencialmente, de reformas e de pré-reformas”, explicou António Mexia, presidente da EDP, que ontem apresentou o plano de eficiência da empresa para os próximos três anos.
Esta redução de pessoal poderá ser imputada nas tarifas eléctricas durante os anos de 2009, 2010 e 2011, caso a entidade reguladora do sector aprove esta proposta. “É uma diferença mínima que, posteriormente, permitirá baixar o valor das tarifas, uma vez que existirão menos custos”, disse ao CM fonte da eléctrica. Além da redução de pessoal, a aposta num modelo de produção, distribuição e de contratos de ‘outsourcing’ mais eficientes permitirão à empresa poupar, até 2010, 150 milhões de euros.”
Aí estão elas, as forças do mercado em acção, a mão invisível que actua no benefício de todos. Traduzida por miúdos, a proposta deste guru do mercado mais não é do que um pedido de autorização aos poderes públicos para que sejam os consumidores e os trabalhadores da EDP a suportar as suas infinitas ambições de lucro. E, se já são cobradas tarifas astronómicas que não traduzem os custos de produção, quer-se ainda que sejamos todos nós a pagar a promoção de uma política laboral baseada em salários baixos e trabalho precário, alinhada a um tipo de capitalismo selvagem e terceiro-mundista para o qual todos os meios são válidos para obter lucros. Uma vergonha despudorada, a que o Governo eleito para representar o interesse de todos os eleitores tem a obrigação de travar. Entretanto, mesmo que a proposta seja rejeitada, a mão invisível cá vai deixando ficar as sementinhas de uma colheita futura, indicando o caminho melhor para todos nós, mortais desprovidos de massa cinzenta.
Esta redução de pessoal poderá ser imputada nas tarifas eléctricas durante os anos de 2009, 2010 e 2011, caso a entidade reguladora do sector aprove esta proposta. “É uma diferença mínima que, posteriormente, permitirá baixar o valor das tarifas, uma vez que existirão menos custos”, disse ao CM fonte da eléctrica. Além da redução de pessoal, a aposta num modelo de produção, distribuição e de contratos de ‘outsourcing’ mais eficientes permitirão à empresa poupar, até 2010, 150 milhões de euros.”
Aí estão elas, as forças do mercado em acção, a mão invisível que actua no benefício de todos. Traduzida por miúdos, a proposta deste guru do mercado mais não é do que um pedido de autorização aos poderes públicos para que sejam os consumidores e os trabalhadores da EDP a suportar as suas infinitas ambições de lucro. E, se já são cobradas tarifas astronómicas que não traduzem os custos de produção, quer-se ainda que sejamos todos nós a pagar a promoção de uma política laboral baseada em salários baixos e trabalho precário, alinhada a um tipo de capitalismo selvagem e terceiro-mundista para o qual todos os meios são válidos para obter lucros. Uma vergonha despudorada, a que o Governo eleito para representar o interesse de todos os eleitores tem a obrigação de travar. Entretanto, mesmo que a proposta seja rejeitada, a mão invisível cá vai deixando ficar as sementinhas de uma colheita futura, indicando o caminho melhor para todos nós, mortais desprovidos de massa cinzenta.
