Jorge Vasconcelos demitiu-se a 15 de Dezembro, num processo pouco claro e, aparentemente, pelo timing escolhido, inexplicável. Tudo começou, recorde-se, com o anúncio pela ERSE de um aumento de cerca de 15% nas tarifas eléctricas e a posição seguinte do Governo, com a imposição administrativa de um tecto de 6% de aumento. Do mau, o menos, pensámos todos. E, como numa história de bons e de maus, com um salvador que aparece em defesa dos fracos e oprimidos, 6% em vez de 15%, muito, apesar de tudo. Uma história mal contada, afinal, que o salvador podia ter feito bem mais.
A história mudou depois de figura, com as declarações aos jornalistas, à saída da audição parlamentar na Comissão de Assuntos Económicos, do ex-presidente da Entidade Reguladora dos serviços Energéticos (ERSE), que afirmou que os aumentos da electricidade podiam ter sido abaixo dos 6% se o Governo tivesse aceite as suas sugestões. Jorge Vasconcelos acrescentou que «todos os governos, sem excepção, desde 1997 até hoje, beneficiaram os produtores de electricidade à custa dos consumidores». Afirmou ainda que existiam várias alternativas para evitar o aumento brusco das tarifas eléctricas, tendo mesmo chegado a encontrar-se com José Sócrates que terá recusado as suas sugestões.
Várias parcelas concorrem para o preço da electricidade que o consumidor paga: os custos de produção valem 60%, os custos de interesse económico geral 15%, e os custos das redes, os únicos que são regulados pela ERSE, representam apenas 25%. Ora, segundo Vasconcelos, O Governo recusou todas as sugestões no sentido de diminuir substancialmente tanto os custos de produção como os custos de interesse económico geral (o sobrecusto das energias renováveis, a remuneração dos terrenos das centrais eléctricas, etc). Em relação aos custos de produção, acusa o Governo de, depois da liberalização do mercado, ter mantido os contratos de aquisição de energia criados em 1995, e por via dos quais a EDP tem garantia de escoamento da produção à Rede Eléctrica Nacional. Se esses contratos tivessem terminado as tarifas podiam hoje ser muito mais baixas.
A história mudou depois de figura, com as declarações aos jornalistas, à saída da audição parlamentar na Comissão de Assuntos Económicos, do ex-presidente da Entidade Reguladora dos serviços Energéticos (ERSE), que afirmou que os aumentos da electricidade podiam ter sido abaixo dos 6% se o Governo tivesse aceite as suas sugestões. Jorge Vasconcelos acrescentou que «todos os governos, sem excepção, desde 1997 até hoje, beneficiaram os produtores de electricidade à custa dos consumidores». Afirmou ainda que existiam várias alternativas para evitar o aumento brusco das tarifas eléctricas, tendo mesmo chegado a encontrar-se com José Sócrates que terá recusado as suas sugestões.
Várias parcelas concorrem para o preço da electricidade que o consumidor paga: os custos de produção valem 60%, os custos de interesse económico geral 15%, e os custos das redes, os únicos que são regulados pela ERSE, representam apenas 25%. Ora, segundo Vasconcelos, O Governo recusou todas as sugestões no sentido de diminuir substancialmente tanto os custos de produção como os custos de interesse económico geral (o sobrecusto das energias renováveis, a remuneração dos terrenos das centrais eléctricas, etc). Em relação aos custos de produção, acusa o Governo de, depois da liberalização do mercado, ter mantido os contratos de aquisição de energia criados em 1995, e por via dos quais a EDP tem garantia de escoamento da produção à Rede Eléctrica Nacional. Se esses contratos tivessem terminado as tarifas podiam hoje ser muito mais baixas.
