segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

O desemprego em queda acentuada

Li, incrédulo, este artigo da Agência Financeira sobre os números do desemprego avançados pelo Governo, segundo o qual o desemprego caiu. Melhor ainda, mais do que cair, contraria a tendência europeia de aumento do desemprego. Até que chego à seguinte passagem e dissiparam-se-me as dúvidas:

«Com menos desemprego do que há um ano, são de salientar os «docentes do ensino secundário, superior e profissões similares» (-17,8%) (…)»

Num ano em que se fecharam escolas, em que o número de alunos baixou, em que mais alguns milhares de alunos das Universidades concluíram os seus cursos, seria, no mínimo, estranho que o desemprego baixasse no pessoal docente. Mas, se lermos as
novas regras para atribuição do subsídio de desemprego e para a contagem de desempregados, entendemos perfeitamente como se conseguem baixar os números do desemprego sem baixar o número de desempregados e como se termina, de forma incisiva, com a crise em Portugal.

Daaaah!!!


Despertar a correr. Fazer a barba e tomar banho à pressa. Engolir o pequeno, correr para apanhar o autocarro. Vamos abrandar? Decorre a International Slow Down Week - Jan 14-20th, durante toda esta semana. É expressamente proíbido caminhar a mais de 2 kms/h, comer e fazer o que quer que seja à pressa e, sobretudo, contar anedotas de alentejanos.

Se é bem verdade que estas iniciativas resultam imensamente estúpidas, também o é muitas vezes a vidinha que levamos. Por que corremos? O que perdemos se chegarmos 1, 2, 5 minutos depois?

Gostaram deste post? Tão light, não foi? Para abrilhantá-lo só falta mesmo aquela frase original do “mais vale perder um minuto da vida, que a vida num minuto”. E agora, digam lá, que eu também digo: Dahhhhhhh!!! com calma, muita calminha e sem pressas, ok?
Hoje acordei assim, apeteceu-me escrever o post mais idiota.