Li, incrédulo, este artigo da Agência Financeira sobre os números do desemprego avançados pelo Governo, segundo o qual o desemprego caiu. Melhor ainda, mais do que cair, contraria a tendência europeia de aumento do desemprego. Até que chego à seguinte passagem e dissiparam-se-me as dúvidas:
«Com menos desemprego do que há um ano, são de salientar os «docentes do ensino secundário, superior e profissões similares» (-17,8%) (…)»
Num ano em que se fecharam escolas, em que o número de alunos baixou, em que mais alguns milhares de alunos das Universidades concluíram os seus cursos, seria, no mínimo, estranho que o desemprego baixasse no pessoal docente. Mas, se lermos as novas regras para atribuição do subsídio de desemprego e para a contagem de desempregados, entendemos perfeitamente como se conseguem baixar os números do desemprego sem baixar o número de desempregados e como se termina, de forma incisiva, com a crise em Portugal.
«Com menos desemprego do que há um ano, são de salientar os «docentes do ensino secundário, superior e profissões similares» (-17,8%) (…)»
Num ano em que se fecharam escolas, em que o número de alunos baixou, em que mais alguns milhares de alunos das Universidades concluíram os seus cursos, seria, no mínimo, estranho que o desemprego baixasse no pessoal docente. Mas, se lermos as novas regras para atribuição do subsídio de desemprego e para a contagem de desempregados, entendemos perfeitamente como se conseguem baixar os números do desemprego sem baixar o número de desempregados e como se termina, de forma incisiva, com a crise em Portugal.

