quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Terroristas em potência

No dia em que Bush, com a guerra perdida no Iraque, ao invés de anunciar uma retirada estratégica, anuncia um reforço da posição americana no cenário de guerra com o envio de mais 21.500 homens, trazemos-lhes hoje um outro aspecto da paranóia terrorista dos americanos, já em prática e a coberto das autoridades europeias: sabia o leitor que, caso queira deslocar-se ao “best country in the world”, as autoridades americanas irão mimá-lo com tratamento de potencial terrorista?
Pode ler
aqui que os serviços secretos norte-americanos têm a permissão europeia para vasculhar e-mails e transacções com cartão de crédito de qualquer cidadão europeu que tencione visitar os EUA. Pode ler também que, em projecto, está também uma harmonização com o sistema de base de dados americano de impressões digitais. Novamente com a autorização europeia, o FBI poderá recolher as 10 impressões digitais dos terroristas em potência, que somos todos nós, e armazená-las na sua base de dados.
Não lerá no artigo acima referenciado, nem em nenhum outro, que os cidadãos americanos que se desloquem ao espaço europeu terão o mesmo tratamento por parte das autoridades dos estados europeus. Ao contrário do Brasil, que exigiu reciprocidade de tratamento quando os americanos dispensaram mimos semelhantes aos cidadãos brasileiros, a Europa vexa-se e permite este tratamento aos seus cidadãos.

Que não se fale nisto. É perigoso difundir certas informações em espaços habitados por potenciais terroristas e, em matéria de segurança, quanto menos detalhes, melhor.