quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Clima saudável na Justiça

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça considera que o clima no sector é "saudável", numa altura em que se ultimam os preparativos para a cerimónia da abertura do ano judicial

Quem sabe, sabe, e eu não sabia. Como seria se o clima no sector da justiça não fosse saudável? Talvez o panorama fosse diferente
deste, retratado num post de 2005 do blog Câmara Corporativa, "Não estamos no pelotão da frente, estamos mesmo à frente!”, que não perdeu actualidade desde então. Depois de ler, é o leitor capaz de discordar do presidente do STJ?

Plataforma pelo SNS

A Associação Portuguesa de Médicos da Carreira Hospitalar, a Ordem dos Médicos e os dois sindicatos da classe resolveram criar uma plataforma para delinear uma estratégia comum contra a actual política da saúde, foi este domingo revelado.

«Em vez de se preocupar em denegrir as carreiras médicas perante a população, o ministro da Saúde devia preocupar-se com as estruturas existentes no sistema. É a degradação da medicina que nos preocupa», disse hoje o vice- presidente da Associação Portuguesa de Médicos da Carreira Hospitalar (APMCH), Armando Rocha, à agência Lusa.

Segundo o dirigente, ao criarem esta estrutura as várias organizações aliam-se «num objectivo comum: a defesa do Serviço Nacional de Saúde [SNS]» e a oposição à actual política para o sector.
Contrariando o que diz a versão oficial do Governo e os interesses instalados no sector, cada vez mais evidentes, como por exemplo a contratação da presidente do grupo parlamentar da Saúde por parte de um grupo privado (BES Saúde) e que foi objecto de postagem no PB, há outras soluções para o Serviço Nacional de Saúde que não passam pela sua venda ao sector privado. Saúde-se a iniciativa, os nossos votos de que seja capaz de lançar o debate na opinião pública e contrariar o discurso único com que a comunicação social isenta que temos nos emtope.

Em plano inclinado

O imbróglio em torno das obras do túnel do Rossio, encerrado desde 2004, parece começar a desembrulhar-se. A Refer garante que as obras vão estar concluídas no final de 2007 e o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, já garantiu que não vai dar margem de manobra a atrasos. À factura final acrescem mais 7,8 milhões de euros. (…)”

Os portugueses foram-se habituando a este Portugal deslizante e à forma como as notícias são dadas. 7,8 milhões, ponto final parágrafo. A notícia é acolhida sem grandes sobressaltos, sem despertar grande interesse ou motivar quaisquer protestos. É como se a derrapagem financeira fosse uma característica intrínseca de qualquer obra e elas, obras, não deixam créditos por mãos alheias, vão deslizando, milhãozito aqui, milhãozito ali, sem nunca se saber porquê, sem nunca se saber para onde, e sem nunca se proceder ao apuramento de responsabilidades. Quem foi? Quem ganhou? Ora! Que importa isso.
Enquanto isso, o discurso oficial continua irrepreensível, imaculado e imune a qualquer deslize: “Há que emagrecer o Estado.” “Há 394 milhões de funcionários públicos a mais.” Há que aumentar impostos, há que fechar hospitais e maternidades, são introduzidas portagens. E com os chavões e caça às bruxas esquecem-se os deslizes, que nada têm que ver com os cortes, e vão-se repetindo, deslizes e cortes, cortes e deslizes, de milhão em milhão.
Venham eles, que nós pagamos, assim são as leis do mercado.