«Tribunal valida base de dados sobre grevistas
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa acaba de julgar improcedente a providência cautelar interposta no dia 23 de Maio pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores contra o despacho do ministro das Finanças a ordenar a criação de uma base de dados sobre as greves na administração pública (AP).»
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa acaba de julgar improcedente a providência cautelar interposta no dia 23 de Maio pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores contra o despacho do ministro das Finanças a ordenar a criação de uma base de dados sobre as greves na administração pública (AP).»
Mais listas se poderão seguir, nesta lógica de controlo apertado sobre os funcionários públicos: funcionários que sofram de mau hálito, com os pés tortos, do Benfica, com problemas de flatolência, fumadores, que mudem de cuecas menos de três vezes por ano, sem cartão partidário, com cartão partidário, dependentes da cafeína, que não exerçam o direito de voto, que pratiquem jogging, e até uma classificação por índice de obediência ou número de comentários jocosos por semana podem integrar uma qualquer lista que controle o grupo a que pertençam. É legal.



2 Puxões e esticões adicionais:
A partir de agora, tal como há 40 anos, "estar na lista" é sinónimo de perseguição.
Para isso, mais valia a pena os militares terem ficado na cama em 1974...
Naquela altura, tal como agora, é legal... pese embora tenhamos uma Constituição que diga o contrário...
Dos quase 100 processos interpostos em tribunal administrativo pelo advogado do STE, Paulo Veiga e Moura, não ganhou nenhum em primeira instância. Em segunda instância apenas perdeu um e ganhou todos os restantes. Porque será?
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