Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Flexiportugal

«Oito em cada dez novos precários estão no Norte
Região recebeu 111 mil dos 130 mil novos trabalhadores sem vínculo definitivo existentes desde o ano 2000. (…)

No ano 2000, 1,380 milhões de pessoas tinham um contrato a termo ou trabalhavam contra recibo verde, pelo que 27% dos trabalhadores estavam precários. Seis anos mais tarde, o número tinha subido para 1,511 milhões (29% do total do emprego). Já o Norte passou de 400 mil registados pelo Instituto de Estatística em 2000 para 511 mil, no final de 2006 - um aumento muito superior ao do resto do país. Note-se que este é o número total de pessoas com vínculos instáveis, que tanto podem ser novos trabalhadores como empregados fixos que perderam o vínculo e passaram a ser precários. A este ritmo, dentro de alguns anos, o Norte passará a ter o maior número de precários, lugar hoje ocupado pelo Centro, onde quatro em cada dez trabalhadores não tem um vínculo fixo.» in
JN

Tradução para socratês: estamos atentos e implementaremos um novo código de trabalho que permita a todas as regiões do país atingirem o nível de competitividade da zona centro, a mais moderna do país no que diz respeito a flexibilidade laboral e, como tal, um exemplo de competitividade. Complemntaremos a medida com a flexiflexiflexiflexigurança, queremos ser o melhor aluno da União europeia e desde já apelamos à compreensão de todos os portugueses para mais este esforço reformista de modernização do nosso país, rumo aos desafios da globalização.
O retrato do Portugal flexi, que se quer flexiflexiflexi, continua
«A Segurança Social autorizou, no primeiro semestre deste ano, cerca de 90 mil pedidos de subsídio de desemprego, o que representa um aumento de 17% face ao mesmo período de 2006. Desde 2004, a tendência que se verificava era precisamente a inversa, com o número de novos subsídios atribuídos a cair 6% em 2005 e 27% em 2006.

Estes números do Instituto de Informática do Ministério do Trabalho vêm contrariar as leituras apressadas de redução significativa do desemprego feitas a partir do número de inscritos nos centros de emprego.


E cruzando o conjunto das novas inscrições nos centros de emprego com o dos novos beneficiários do subsídio de desemprego, constata-se que apenas um terço dos que perderam o emprego acederam ao subsídio de desemprego. O cruzamento entre estes dois conjuntos de desempregados - que poderá pecar pelo pequeno hiato temporal que separa o momento da inscrição no centro de emprego e o da autorização do subsídio - vem, de resto, corroborar os dados do INE que revelam que dois terços dos desempregados não recebem nenhum apoio pecuniário da Segurança Social.» In
DN

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