"Autoridade da Concorrência não percebe queda lenta de preço
A Autoridade da Concorrência não encontra explicações que justifiquem a lentidão com que os preços dos combustíveis caíram no mercado português no terceiro trimestre de 2006.
Numa newsletter sobre o acompanhamento dos mercados, divulgada pelo regulador da concorrência, a AdC recorda que os preços internacionais da gasolina e gasóleo caíram 32 e 13 por cento, respectivamente.
Contudo, no território nacional, o preço antes dos impostos da gasolina sem chumbo de 95 octanas caiu apenas 12,2 por cento, ao passo que o gasóleo sofreu uma queda de apenas 1,2 por cento.
Neste documento, a Autoridade da Concorrência afirma ainda que os preços a retalho, em Portugal, estão a responder com um atraso de quatro semanas contra as duas semanas de média registada na União Europeia.
A entidade liderada por Abel Mateus concluiu também que a diferença no tempo de ajustamento dos preços no retalho em Portugal em relação aos preços internacionais no terceiro trimestre de 2006 «não é suficiente» para explicar o desfasamento observado."
Sobressai o título "Autoridade da Concorrência não percebe queda lenta de preço". Tanto eu como o leitor, que não somos pagos para entender o fenómeno, que tínhamos sobre ele uma ligeiríssima ideia e uma explicação, ficamos agora mais esclarecidos. A autoridade da Concorrência, cuja razão de existir é precisamente actuar sobre casos evidentes de cartelização como este, não actua: ignora-o ou finge ignorá-lo.
Então ficam duas questões centrais neste tema: a primeira, onde estão as maravilhosas forças do mercado, a mão invisível que actua em benefício de todos? A segunda, não estaríamos melhor servidos com o sistema que vigorava anteriormente de preços máximos fixados pelo Estado? As respostas resultam óbvias para quem não seja um daqueles fanáticos neo-liberalóides para quem a realidade, quando não convém, é sempre uma excepção à regra.
A Autoridade da Concorrência não encontra explicações que justifiquem a lentidão com que os preços dos combustíveis caíram no mercado português no terceiro trimestre de 2006.
Numa newsletter sobre o acompanhamento dos mercados, divulgada pelo regulador da concorrência, a AdC recorda que os preços internacionais da gasolina e gasóleo caíram 32 e 13 por cento, respectivamente.
Contudo, no território nacional, o preço antes dos impostos da gasolina sem chumbo de 95 octanas caiu apenas 12,2 por cento, ao passo que o gasóleo sofreu uma queda de apenas 1,2 por cento.
Neste documento, a Autoridade da Concorrência afirma ainda que os preços a retalho, em Portugal, estão a responder com um atraso de quatro semanas contra as duas semanas de média registada na União Europeia.
A entidade liderada por Abel Mateus concluiu também que a diferença no tempo de ajustamento dos preços no retalho em Portugal em relação aos preços internacionais no terceiro trimestre de 2006 «não é suficiente» para explicar o desfasamento observado."
Sobressai o título "Autoridade da Concorrência não percebe queda lenta de preço". Tanto eu como o leitor, que não somos pagos para entender o fenómeno, que tínhamos sobre ele uma ligeiríssima ideia e uma explicação, ficamos agora mais esclarecidos. A autoridade da Concorrência, cuja razão de existir é precisamente actuar sobre casos evidentes de cartelização como este, não actua: ignora-o ou finge ignorá-lo.
Então ficam duas questões centrais neste tema: a primeira, onde estão as maravilhosas forças do mercado, a mão invisível que actua em benefício de todos? A segunda, não estaríamos melhor servidos com o sistema que vigorava anteriormente de preços máximos fixados pelo Estado? As respostas resultam óbvias para quem não seja um daqueles fanáticos neo-liberalóides para quem a realidade, quando não convém, é sempre uma excepção à regra.

