José Sócrates é o Pai Natal deste 2006. A conclusão é óbvia se pensarmos que ninguém conseguiria colocar tantas prendinhas em sapatinhos já tão apertados como o dos portugueses como ele tem feito ao longo deste mandato. Se já na sua reeleição em congresso, com 98%, seguindo o princípio “se te portas mal, não tens prendinha (leia-se, tachinho), dava indícios que justificavam o epíteto, a actuação das renas por si coordenadas não deixa dúvidas. Senão vejamos alguns exemplos:
- Rena das Finanças: entre outros, manteve as prendinhas ao sector da banca, com um regime fiscal favorável, uns milhõezitos de euros distribuídos em presentinhos;
- Rena da Saúde: fechou alguns hospitais, abrindo caminho a futuras distribuições de presentinhos de concessões desses serviços a privados;
Rena da Educação: os meninos portugueses andavam a ser traumatizados por uma poderosa corporação de malfeitores que, para além de os massacrar com doses diárias de aulas aborrecidíssimas, ainda lhes exige que estudem, não os deixa brincar e chumba-os. A rena descobriu isso e castigou-os com um estatuto de carreira docente e submeteu-os à exposição pública para retratar as suas malfeitorias. Se não se portam bem, ainda os põe mesmo a puxar trenós;
- Rena da Economia: parece que havia aí meninos a gastar demasiada electricidade e a aproveitarem-se de uma lei que prejudicava os meninos que investem na EDP. Castigou os primeiros dando uma prenda aos segundos de um super aumento das tarifas;
- Rena da Segurança Social: em colaboração com a Rena das Finanças, acabou com o financiamento de certas brincadeiras: havia para aí meninos de óculos de sol a brincar com cães-guia, outros em cadeira de rodas a andar de táxi com o pretexto de que o pai natal não lhes proporciona transportes públicos capazes e outros que mentiam ao dizer que tinham despesas acrescidas por estarem doentes com cancro. Os privilégios destes malcriados acabou.
Estas e tantas outras prendinhas e castigos, para meninos bons e para meninos maus, foram e vão sendo distribuídos. Naturalmente, o Pai Natal é quem manda, a equipa é a mais optimista da Europa, como pode ler aqui. O leitor, caso não esteja satisfeito com a sua prendinha, faça um exame de consciência, se calhar não se portou lá muito bem este ano. Este Pai Natal e estas renas são eleitos por todos os meninos e meninas, para fazer o bem sem olhar a quem. O segredo está naquela carta que escrevemos com apenas uma cruzinha, de quatro em quatro anos e no esforço que devemos todos fazer, todos os dias, de estarmos informados para, naquele dia, não colocarmos a cruz no Pai Natal errado. Para a próxima, escolhamos com mais cuidadinho.
- Rena das Finanças: entre outros, manteve as prendinhas ao sector da banca, com um regime fiscal favorável, uns milhõezitos de euros distribuídos em presentinhos;
- Rena da Saúde: fechou alguns hospitais, abrindo caminho a futuras distribuições de presentinhos de concessões desses serviços a privados;
Rena da Educação: os meninos portugueses andavam a ser traumatizados por uma poderosa corporação de malfeitores que, para além de os massacrar com doses diárias de aulas aborrecidíssimas, ainda lhes exige que estudem, não os deixa brincar e chumba-os. A rena descobriu isso e castigou-os com um estatuto de carreira docente e submeteu-os à exposição pública para retratar as suas malfeitorias. Se não se portam bem, ainda os põe mesmo a puxar trenós;
- Rena da Economia: parece que havia aí meninos a gastar demasiada electricidade e a aproveitarem-se de uma lei que prejudicava os meninos que investem na EDP. Castigou os primeiros dando uma prenda aos segundos de um super aumento das tarifas;
- Rena da Segurança Social: em colaboração com a Rena das Finanças, acabou com o financiamento de certas brincadeiras: havia para aí meninos de óculos de sol a brincar com cães-guia, outros em cadeira de rodas a andar de táxi com o pretexto de que o pai natal não lhes proporciona transportes públicos capazes e outros que mentiam ao dizer que tinham despesas acrescidas por estarem doentes com cancro. Os privilégios destes malcriados acabou.
Estas e tantas outras prendinhas e castigos, para meninos bons e para meninos maus, foram e vão sendo distribuídos. Naturalmente, o Pai Natal é quem manda, a equipa é a mais optimista da Europa, como pode ler aqui. O leitor, caso não esteja satisfeito com a sua prendinha, faça um exame de consciência, se calhar não se portou lá muito bem este ano. Este Pai Natal e estas renas são eleitos por todos os meninos e meninas, para fazer o bem sem olhar a quem. O segredo está naquela carta que escrevemos com apenas uma cruzinha, de quatro em quatro anos e no esforço que devemos todos fazer, todos os dias, de estarmos informados para, naquele dia, não colocarmos a cruz no Pai Natal errado. Para a próxima, escolhamos com mais cuidadinho.
Nota: se tiver um sapatão e não um sapatinho, se for amigo deste Pai Natal e destas renas, ignore este texto. O Pai Natal é amigo dos seus amigos e brinda-os sempre com óptimas prendinhas nos seus sapatões.
