«O preço dos medicamentos comercializados em Portugal está muito acima daquilo que dita a lei. Segundo uma análise do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), dos 54 fármacos mais vendidos, apenas seis custam aos portugueses menos do que aos doentes em Espanha, França e Itália - os países que servem de comparador e cujos preços não podem ser ultrapassados. Num dos casos, o de um genérico, o custo chega a ser 308% superior ao valor mais baixo praticado nestes três países.
A situação foi ontem denunciada pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, durante a conferência Indústria Farmacêutica, Desafios para a Inovação e Saúde, organizada pelo Diário Económico. De acordo com o estudo do Infarmed, estes 54 remédios representam 17% do mercado e têm preços mais altos, em média, entre os 18 e os 40%, comparados com os valores praticados nos outros estados europeus. (…)»
Não basta apontar. Detectado que está o incumprimento da lei, cabe-lhe, Sr. Ministro, zelar pelo seu cumprimento. Limitar-se a apontar é confundir-se com o cidadão comum que, ao contrário de um ministro, não tem quaisquer poderes para fazer cumprir a lei. Já agora, podia o Governo aproveitar a boleia e detectar o que toda a gente já detectou, que em Portugal são mais caros os combustíveis, a energia, as telecomunicações, os juros cobrados pela banca e tantas coisas mais que indiciam cartelização e com as quais as autoridades, por acção ou omissão, dão a sua colaboração.
A situação foi ontem denunciada pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, durante a conferência Indústria Farmacêutica, Desafios para a Inovação e Saúde, organizada pelo Diário Económico. De acordo com o estudo do Infarmed, estes 54 remédios representam 17% do mercado e têm preços mais altos, em média, entre os 18 e os 40%, comparados com os valores praticados nos outros estados europeus. (…)»
Não basta apontar. Detectado que está o incumprimento da lei, cabe-lhe, Sr. Ministro, zelar pelo seu cumprimento. Limitar-se a apontar é confundir-se com o cidadão comum que, ao contrário de um ministro, não tem quaisquer poderes para fazer cumprir a lei. Já agora, podia o Governo aproveitar a boleia e detectar o que toda a gente já detectou, que em Portugal são mais caros os combustíveis, a energia, as telecomunicações, os juros cobrados pela banca e tantas coisas mais que indiciam cartelização e com as quais as autoridades, por acção ou omissão, dão a sua colaboração.
