
Fizemos as contas e calculámos o que cada cidadão portador de deficiência passará a pagar em sede de IRS. Os valores apresentados (*) correspondem à ajuda, enorme, que o Estado dava e deixou de dar a estes cidadãos para fazer face a despesas decorrentes da incapacidade de que são portadores. Assim, para além dos aumentos de preços e das taxas de juro anunciados e que todos os portugueses têm que suportar, estes cidadãos enfrentarão um rombo suplementar no orçamento familiar correspondente aos valores acima apresentados. Eles correspondem, igualmente, aos ganhos do Governo de esquerda de José Sócrates em sede de Orçamento de Estado. Desaparece assim mais um grupo de "privilegiados" e, com ele, o nosso privilégio, enquanto cidadãos, de viver numa sociedade humanizada que promove a igualdade de oportunidades.
(*) Cálculos aproximados para 3 casos abstractos e para os salários mensais respectivos, efectuados com base na tabela de IRS de 2006 para sujeitos passivos não casados e sem filhos. O aumento observável de 2007 a 2009 tem em conta a almofadinha apresentada pelo Governo como período de transição. Para o cálculo do rombo no orçamento familiar de casais em que ambos os cônjuges sejam deficientes, deverá o leitor multiplicar os valores apresentados por 2.
