terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Carinhas lindas

Porque é sempre bom recordar e porque recordar é viver... Um outro olhar... e estas carinhas lindas, lindas... aqui.

Vida difícil

A redução da despesa pública com pessoal que o Governo se propõe fazer entre 2006 e 2007 é a maior desde 2000 nos doze países da Zona Euro, com excepção da Áustria, que num ano cortou 1,2 pontos percentuais. Se a análise for feita desde 2002, Portugal é mesmo o país que mais corta a fundo nos salários do Estado.

Ao ler o artigo, o leitor que ainda não tenha perdido a capacidade de se questionar interrogar-se-á: “Então, por que é que o défice não baixa?” Por sua vez, o leitor que ignore o facto de Portugal ser o 3º país da UE com menor proporção de funcionários públicos na população activa e que estes têm visto o seu salário real diminuir durante os últimos 10 anos consecutivos, logo responderá: “porque aqueles malandros são muitos e ganham demasiado.”
Porém, o leitor que procure a resposta na Lei do Orçamento para 2007, concluirá que esta prevê um aumento de 23% nas verbas destinadas a outsourcing (contratação de serviços a privados) e de 6% nas despesas com gabinetes ministeriais. A vida está difícil para todos, muito, muito difícil, há que promover uma afectação de recursos mais eficiente.

Energias

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, terá directamente intervindo no Ministério da Indústria para se assegurar de que os aumentos a anunciar para as tarifas eléctricas não andarão longe dos 3,5% em que situa a taxa de inflação prevista para 2007.(…)

Nada de especial neste artigo, a actuação de Zapatero desenvolve-se no sentido de defender os interesses dos seus eleitores. Em Portugal, que enfrenta a mesma escalada de preços da energia que Espanha, e apesar de a EDP apresentar lucros chorudos (mais de 83% de aumento dos lucros nos primeiros 9 meses de 2006) o aumento proposto pelo Governo de esquerda de Sócrates mais que triplica a taxa de inflação prevista pelos próprios. Na presença da evidência de que a EDP, por não ter direito de voto, não elegeu Sócrates, a quem representa o nosso primeiro?