Sem dúvidas que foi uma boa medida no combate à evasão fiscal. Ninguém melhor que os Técnicos Oficiais de Contas para conhecer a realidade empresarial do nosso país. A medida obriga-os à adopção de uma nova postura relativamente à fraude e a esquemas menos lícitos, que prejudicam toda a comunidade de contribuintes, constituindo os TOC um primeiro filtro na sua detecção. A medida abrirá também caminho, inevitavelmente, a uma nova mentalidade dos nossos empresários no sentido do cumprimento dos seus deveres enquanto contribuintes, limitando a tão portuguesa “chico-espertice” reinante.
Uma chamada de atenção aos apologistas de um estado minimal, que enaltecem as virtudes da classe empresarial portuguesa. É que, sem querer confundir a árvore com a floresta, ainda lhes falta percorrer um longo caminho para que se possa admirá-los da forma generalizada que ressalta de certos discursos apaixonados, tão em moda um pouco por toda a parte, que fazem dos empresários autênticos heróis sacrificados da nossa sociedade. Bons empresários também os há, aqueles que não recorrem a expedientes de incumprimento de legislação fiscal e laboral para a obtenção de lucros fáceis que nos prejudicam a todos enquanto sociedade. Valerá a co-responsabilização de todos enquanto cidadãos na construção de uma sociedade mais justa, da qual todos nos orgulhemos, porque "se o burro não puxa, a carroça não anda"!
