sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Reforma da Justiça

O Governo de José Sócrates tem-nos habituado a posicionamentos auto-intitulados de "anti-corporativos" que, no entanto, não têm passado de bravatas sem efeitos práticos e direccionados a grupos socioprofissionais que estão longe de ser corporações. Têm escapado a todo este ruído, que apenas incendeia a opinião pública contra alguns sectores, o combate aos poderes corporativos que o são de facto e que são conhecidos de todos: banca, médicos, farmácias, empresas-satélite ligadas às lógicas de poder dentro dos partidos e, finalmente, as corporações que reinam dentro do nosso sistema de justiça.
O jornal “Público” noticia, na sua edição de hoje, uma investigação elaborada pelo Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, realizada a pedido do Ministério da Justiça, para servir de base ao projecto de uma nova distribuição territorial dos tribunais e sob a qual vai centrar-se a reforma do sistema judicial português. Concluído o estudo, recomendável seria a brevidade da implementação de uma reforma de fundo que, mais do que o levantar de poeira, conduzisse o sistema a sair do caos conhecido de todos, para que eeste não seja apenas mais um estudo. O link para a notícia está aqui.