quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Surrealismo (2)

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Um extraterrestre que lesse esta notícia pensaria que o período máximo de prisão preventiva em Portugal é demasiado curto. Nós não somos extraterrestres, sabemos que não é assim, sabemos que isto acontece porque a nossa justiça é lenta e continuamos a ver casos destes a acontecer, sem que nada seja feito no sentido de apurar responsabilidades. Questões: isto aconteceu por responsabilidade de quem? Por negligência pura ou uma estratégia de conivência com a impunidade? Hoje o dia amanheceu assim, em pinceladas ao melhor estilo surrealista. Foi libertado um criminoso, condenado com uma pena pesada.

Surrealismo (1)

Surreal, no mínimo. A banca está disposta a negociar. Ou seja, devemos todos agradecer tanta boa vontade e não pensar que esta prática, com anos e anos, já deveria ter visto o seu fim, também há anos e anos. Assinalável o jeitinho com que qualquer assunto com o sector bancário é tratado. Negoceia-se, e eles até estão dispostos a negociar. E se não estivessem? Talvez seja o caso da taxa de IRC que lhes é cobrada, metade da que é aplicada aos restantes sectores, sem negociação, porque um imposto é imposto, senão seria um "negociado".