Repetimo-la e refutamo-la, a ideia defendida recorrentemente por alguns sectores de que a privatização de serviços públicos e o “emagrecimento” do Estado é a melhor das soluções, “que toda a gente sabe que no privado os critérios de eficiência são muito mais apertados que no público”, uma verdade defendida entusiasticamente, mesmo apesar das conclusões de um recente relatório de uma organização internacional, que aqui trouxemos, dizerem exactamente o contrário.
Não queremos cair no extremo oposto, o outsourcing é uma, e não a única, das soluções possíveis, com vantagens interessantes que podem ser exploradas e negá-lo é um erro do mesmo calibre que defendê-lo como remédio universal. Em certos casos, tomando as cautelas adequadas, nomeadamente a de ter a capacidade de controlo sobre os serviços externalizados, apresenta-se como uma solução interessante.
Não queremos cair no extremo oposto, o outsourcing é uma, e não a única, das soluções possíveis, com vantagens interessantes que podem ser exploradas e negá-lo é um erro do mesmo calibre que defendê-lo como remédio universal. Em certos casos, tomando as cautelas adequadas, nomeadamente a de ter a capacidade de controlo sobre os serviços externalizados, apresenta-se como uma solução interessante.
O recurso ao outsourcing será economicamente vantajoso quando o preço pago por um serviço, acrescido do custo do seu controlo, é inferior ao que custaria produzir internamente o mesmo serviço. Economicamente, realce-se, porque nem todos os serviços podem ser externalizados, quer por razões de ordem ética, quer por razões de segurança, quer até por razões que derivam das funções que devem ser exclusivas do Estado. O trecho abaixo dá-nos conta de como esta opção pode sair mais cara, subvertendo a argumentação que serve de base à adopção desta solução.
