quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Dia Nacional do Insulto

Colaboração da antiga ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, sobre o relatório da Proposta de Orçamento do Estado: está "muito bem feito, pois não se percebe nada do que lá está. É um grande mérito do ministro das Finanças".

Dia Nacional do Insulto

Um convite

Apesar de ser uma classe fragmentada, evidência resultante do facto de existirem 14 sindicatos de professores que actuam, na maior parte das vezes, em sentidos dispersos, é um dos clichets da moda apelidá-los de “corporação”.
Numa decisão histórica, pelo ineditismo, pela primeira vez os 14 sindicatos puseram-se de acordo e foi convocada uma greve de dois dias, com adesão em massa, em protesto contra uma reforma do ensino em que não foram ouvidos, numa explosão contra atitudes insultuosas de uma ministra que os elege como o elo mais fraco do sistema educativo e principais responsáveis pelos seus problemas e insucessos e promove uma reestruturação de carreiras que, administrativamente e não através duma avaliação de méritos, lhes trava a progressão. Hoje e ontem, de norte a sul, não houve aulas nas escolas portuguesas.


Deixamos aqui um convite aos nossos leitores: percorram a lista de jornais e revistas, na coluna do lado direito desta página, e contem em quantos deles a greve desta perigosa e poderosa corporação figura como notícia de capa. As corporações de hoje em dia já não são o que eram, já não conseguem trazer às primeiras páginas dos jornais as suas reivindicações e iniciativas. E em quantas escolas do país a greve não se fez sentir? Mantenha-se o clichet e impeça-se que os portugueses tenham opinião fundamentada sobre o tema.

Nota: não sou professor.

Na primeira curva

Com a tomada de posse do novo Procurador-geral da República nasceu no país, pelo menos em alguns meios, a esperança de mudanças na nossa justiça. A tarefa do novo PGR não se anunciava nada fácil, quer pelo facto de o sistema estar pejado de interesses instalados, avessos a mudanças que possam beliscar os seus poderes mais ou menos ocultos, quer pelas deficiências estruturais evidenciadas pela situação caótica a que se chegou. Aí está o primeiro precalço, logo na primeira curva do longo caminho iniciado há poucos dias por Fernando Pinto Monteiro. A primeira cena dum espectáculo que promete.

"A primeira iniciativa do novo procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, teve como resposta um chumbo do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). Num gesto inédito na história portuguesa, os conselheiros rejeitaram ontem o nome de Mário Gomes Dias para vice-procurador-geral da República." in CM