skip to main |
skip to sidebar
As honras da casa ficam hoje a cargo deste "Sexy boy" dos franceses Air. A capa apresentada é do cd single, o álbum em que se inclui "Moon Safari" (1998) é árido e não o recomendamos!
O dia amanheceu com anúncios de cortes de todos os tipos, prenúncio de dias ainda mais cinzentos que os deste ano para o que aí vem e tornando cada vez mais longínqua a imagem de um Sócrates em campanha eleitoral que prometia, entusiasmado e confiante, dias carregados de tonalidades mais garridas. Sem dúvidas, a imagem que marcou foi a do “day after”, dum outro Sócrates, já sentado na cadeira do poder, atónito com os números de uma realidade que, jurava, lhe escapara completamente no “day before” e que, com todo o sentido de estado, iria agora resolver com os sacrifícios daqueles que nele tinham votado na perspectiva de dias melhores. Enganaram-se, a música era agora outra: de um lado um “eu agora já cá estou” e do outro o “ai se eu soubesse”.
Hoje os cortes, que afectam sempre os mesmos, complementados com o anúncio de aumentos exorbitantes nos tarifários de energia eléctrica, 12,4%, que afectarão os mesmos “mesmos” de forma mais premente: "a maior factura (15,7%) vai recair sobre as famílias que consomem menos de 20 kVA (kilo volts ampere), ou seja, 97,4 por cento dos consumidores domésticos." Novamente, no “antes”, a imagem longínqua de alguém a apregoar as vantagens da liberalização do sector energético e dos benefícios para o consumidor final. Agora, no “depois”, uma realidade completamente distinta daapresentada no “antes”.