“Indústria só tem futuro com flexibilização laboral
O sector automóvel em Portugal tem futuro, mas precisa de se redimensionar, à semelhança do que se passa na Europa, em que a "capacidade produtiva é superior ao consumo", diz Palma Féria, da Associação de Componentes Integrados para a Indústria Automóvel (ACECIA). A receita para manter em Portugal os investimentos passa pela flexibilização, nomeadamente no custo do trabalho suplementar, cujo valor é considerado muito elevado face à concorrência do Leste.
Hélder Pedro, da Associação dos Industriais de Automóveis (AIMA), que junta os fabricantes do sector em Portugal, adiantou ao DN que o contrato colectivo de trabalho que regulamenta a actividade vai ter de ser "revisto". Nos termos do contrato aplicado em Portugal, o pagamento do trabalho suplementar está fixado em 200%, enquanto na Eslováquia é de apenas 25%. Em Bratislava estão presentes fabricantes de peso como a VW e a Porsche, e quando recorrem às paragens técnicas, os trabalhadores vão para casa e recebem apenas um terço do salário.” In Diário de Notícias
É falso que o pagamento de trabalho suplementar em Portugal esteja fixado em 200%, apenas o é nalguns casos. Mas, abstraindo-nos da imprecisão do artigo, façamos contas: um trabalhador que ganhe 500 euros mensais, valor um pouco acima do salário mínimo nacional, caso fosse mandado para casa recebendo um terço do seu vencimento, receberia cerca de 166 euros, quantia suficiente para comprar cerca de 1000 pães. Para uma família de 4 pessoas, cabem 250 pães por pessoa. Ora, se não forem papões e cada um comer apenas 200 pães por mês, a quantia dará ainda para comprar uns pacotitos de manteiga e, caso se constate que a manteiga só faz mal à saúde, esse diferencial de 200 pães por família (cerca de 40 euros, considerando cada pão a 20 cents) poderá constituir uma importante vantagem competitiva da indústria portuguesa, para além do factor saúde, que nunca deve negligenciar-se.
Quanto à redução do valor da prestação de trabalho suplementar para apenas 25%, qualquer cidadão de cultura mediana sabe que comer demasiado pão engorda!
O sector automóvel em Portugal tem futuro, mas precisa de se redimensionar, à semelhança do que se passa na Europa, em que a "capacidade produtiva é superior ao consumo", diz Palma Féria, da Associação de Componentes Integrados para a Indústria Automóvel (ACECIA). A receita para manter em Portugal os investimentos passa pela flexibilização, nomeadamente no custo do trabalho suplementar, cujo valor é considerado muito elevado face à concorrência do Leste.
Hélder Pedro, da Associação dos Industriais de Automóveis (AIMA), que junta os fabricantes do sector em Portugal, adiantou ao DN que o contrato colectivo de trabalho que regulamenta a actividade vai ter de ser "revisto". Nos termos do contrato aplicado em Portugal, o pagamento do trabalho suplementar está fixado em 200%, enquanto na Eslováquia é de apenas 25%. Em Bratislava estão presentes fabricantes de peso como a VW e a Porsche, e quando recorrem às paragens técnicas, os trabalhadores vão para casa e recebem apenas um terço do salário.” In Diário de Notícias
É falso que o pagamento de trabalho suplementar em Portugal esteja fixado em 200%, apenas o é nalguns casos. Mas, abstraindo-nos da imprecisão do artigo, façamos contas: um trabalhador que ganhe 500 euros mensais, valor um pouco acima do salário mínimo nacional, caso fosse mandado para casa recebendo um terço do seu vencimento, receberia cerca de 166 euros, quantia suficiente para comprar cerca de 1000 pães. Para uma família de 4 pessoas, cabem 250 pães por pessoa. Ora, se não forem papões e cada um comer apenas 200 pães por mês, a quantia dará ainda para comprar uns pacotitos de manteiga e, caso se constate que a manteiga só faz mal à saúde, esse diferencial de 200 pães por família (cerca de 40 euros, considerando cada pão a 20 cents) poderá constituir uma importante vantagem competitiva da indústria portuguesa, para além do factor saúde, que nunca deve negligenciar-se.
Quanto à redução do valor da prestação de trabalho suplementar para apenas 25%, qualquer cidadão de cultura mediana sabe que comer demasiado pão engorda!
