Já aqui tratámos o tema do regime fiscal inconcebível que em Portugal é aplicado ao sector bancário, sustentado por aqueles que enaltecem o seu papel como motor da economia nacional. Mas será assim?
Eduardo Moura escreve no Jornal de Negócios um artigo intitulado “Para onde foge o dinheiro?”, que ajuda a entender a questão e onde fica bem visível que, ao contrário de certa corrente de opinião que defende que da livre acção do mercado advirão benefícios para todos, o cenário resultante e a lógica de acção dos bancos são bem diferentes.
“O dinheiro que sobra em Portugal dirige-se em grande parte para o exterior, sedento de rentabilidades eloquentes. Perante tais rentabilidades, a banca nacional tem dificuldade em alocar financiamento a pequenos e médios projectos de investimento nacionais criadores de emprego sem lhes cobrar elevados juros ou sem lhes exigir elevada segurança.
Mas o investimento criador de emprego não pode ser mais adiado. É indispensável que a banca assuma uma atitude mais construtiva em relação ao crescimento económico português.”
Subsiste, então, a questão inicial: é justificável aplicar um regime fiscal favorável a rentabilizações de capital que em nada revertem a favor da economia de um qualquer país? Por outras partindo do pressupósto lógico de que os impostos que os bancos não pagam por beneficiarem de tal regime é pago pelos restantes contribuintes, será lícito que sejam estes a suportar investimentos no exterior cujos lucros revertem quase exclusivamente para engrossar os resultados do próprio sector?
Eduardo Moura escreve no Jornal de Negócios um artigo intitulado “Para onde foge o dinheiro?”, que ajuda a entender a questão e onde fica bem visível que, ao contrário de certa corrente de opinião que defende que da livre acção do mercado advirão benefícios para todos, o cenário resultante e a lógica de acção dos bancos são bem diferentes.
“O dinheiro que sobra em Portugal dirige-se em grande parte para o exterior, sedento de rentabilidades eloquentes. Perante tais rentabilidades, a banca nacional tem dificuldade em alocar financiamento a pequenos e médios projectos de investimento nacionais criadores de emprego sem lhes cobrar elevados juros ou sem lhes exigir elevada segurança.
Mas o investimento criador de emprego não pode ser mais adiado. É indispensável que a banca assuma uma atitude mais construtiva em relação ao crescimento económico português.”
Subsiste, então, a questão inicial: é justificável aplicar um regime fiscal favorável a rentabilizações de capital que em nada revertem a favor da economia de um qualquer país? Por outras partindo do pressupósto lógico de que os impostos que os bancos não pagam por beneficiarem de tal regime é pago pelos restantes contribuintes, será lícito que sejam estes a suportar investimentos no exterior cujos lucros revertem quase exclusivamente para engrossar os resultados do próprio sector?
