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Hoje trago-lhes Zero 7. Com um estilo entre o palm, o trip hop e inflências da música electrónica, encanta-me sobretudo a sua sonoridade quente e a voz suave de Sophie Barker. Com o novo álbum “Garden” para breve, fica este “destiny” do álbum, obrigatório, “Simple Things” de 2001. A nossa proposta desta semana, aqui.
Temo-nos insurgido, neste espaço, contra a duvidosa independência de alguns dos nossos deputados e contra as clientelas políticas que certas decisões satisfazem. Entendemos que é, no mínimo, duvidoso que a defesa de algumas posições no parlamento seja independente dos interesses inerentes a outros cargos de gestão que alguns deputados acumulam em empresas tanto privadas como até públicas. Temos igualmente alertado para a forma não desinteressada como a privatização de serviços públicos tem sido tão acerrimamente defendida – da Segurança Social, da Saúde, da Educação, até dos serviços de guarda prisional – chamando a atenção para os interesses e interessados na concessão de tais serviços em outsourcing.Embora concordando que há que tomar medidas, como as que foram tomadas nesta matéria, de combate a monopólios e distorções da concorrência por eles praticadas, colocam-se-nos questões de ordem ética quando lemos notícias como a seguinte, da edição do Independente de hoje:"OBRIGADO, AMIGO SALEIRO
GOVERNO PREPARA ATAQUE AO MONOPÓLIO DAS FARMÁCIAS
Correia de Campos vai contar com o apoio do socialista António Saleiro para combater o monopólio da Associação Nacional de Farmácias. O antigo governador civil deBeja constituiu a sociedade SMR (Pharmacon), para criar uma cadeia de parafarmácias que venderão medicamentos que não precisam de receita médica. Saleiro e os seus sócios, todos socialistas, pretendem abrir uma rede de lojas de saúde por todo o país, prontas para se transformar em farmácias. O primeiro passo para tentar impedir a ANF de dominar a liberalização prometida pelo ministro da Saúde" A questão óbvia, extensível a outras posições defendidas e acima referidas, é a de saber se as razões que presidiram à defesa da liberalização de medicamentos que não necessitam de receita médica foi a da defesa de interesses dos utentes ou a criação de oportunidades de negócio para amigos.A notícia, embora sensacionalista, suscita uma questão para reflexão daqueles cidadãos que, embora não o sendo, defendem a privatização de serviços públicos como se fossem potenciais investidores.