quarta-feira, 19 de abril de 2006

Começou a guerra?

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, propôs hoje que os países produtores de petróleo, em particular os membros da OPEP, passem a oferecer petróleo a "bons preços" aos países menos desenvolvidos.

Uma nova ordem na política de negócios estrangeiros iraniana que deixará o presidente Bush rejubilante. Nova guerra anunciada?

"Jogos de ficção"

Histórico, o artigo seguinte “jogos de ficção”. Descreve a forma actual de fazer política, a debilidade das oposições e a imaturidade da opinião pública portuguesa. O descrédito instalado, o desencanto.

“A política é o que surge nos jornais da manhã. O que aconteceu há uns quantos dias parece pertencer ao domínio da Idade Média. Por isso quem determina a agenda vai um passo à frente de quem apenas riposta aos estímulos. O Governo é a gaita de foles do regime.
Toca e todos dançam à sua volta. Sócrates está a ser o guia de um 7º de Cavalaria que consegue iludir os sinais de fumo dos índios da oposição. As pinturas de guerra de Marques Mendes e de Ribeiro e Castro têm sido utilizadas para as batalhas a nível interno. Por cada guerra no PSD e no CDS, Sócrates pode gozar férias na neve. As problemáticas questões de uma PJ que parece estar a ser a bola de um jogo de futebol entre solteiros e casados, tornaram-se um «fait-divers». Os deputados faltosos que iludem a democracia que os paga, também. As iniciativas políticas, chamemos-lhe assim por pudor, de Freitas do Amaral, Manuel Pinho ou Isabel Pires de Lima são esquecidas depois da primeira lavagem a seco. Parecem nunca ter existido. Sócrates, quando soa o alarme, abre outra frente de batalha. Outro jogo de vídeo. E o país, fascinado, muda de canal. Sócrates anuncia, promete, diverte. A oposição é neste momento uma viciada da comida que o executivo lhe dá. Para a entreter.” In Jornal de Negócios

Alternativas? Desistir, impossível. Ignorar, desaconselhável. A realidade que nos afecta a todos constrói-se a cada momento, por detrás de uma cortina de manobras de diversão que a todos nós compete identificar. Portugal não é nem pode ser um jogo de ficção. No café, no trabalho, em família, o tema de conversa não pode limitar-se à ficção, somos peças reais.