terça-feira, 18 de abril de 2006

Tempo dos mais velhos



Saúde e mercado

“As despesas dos hospitais com medicamentos abrangidos pelos regimes especiais de comparticipação representam quase metade do total dos gastos com fármacos destas unidades, de acordo com o primeiro estudo realizado pelo Observatório do Medicamento do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) sobre o consumo destes fármacos ao nível hospitalar”

Apresentada assim a notícia, pouco impacto terá no leitor. Mas se acrescentarmos que os medicamentos referidos são sobretudo medicamentos para o tratamento de doenças oncológicas, SIDA, etc, o significado começa a ganhar contornos mais inteligíveis e o leitor começará a entender porque é que o tratamento destas doenças não interessa ao sector privado, surgindo-lhe no espírito questões como a de quais as instituições que promoverão o seu tratamento nun cenário de privatização dos serviços de saúde.

E, então? A Saúde deve ser gerida pelo critério do lucro? Julgamos que não. Uma coisa é a desejável minimização de desperdícios, outra é fazer da Saúde um negócio.